A Pepsi decidiu retirar o patrocínio do Wireless Festival, que chega a Londres em julho, depois de Kanye West, agora conhecido como Ye, ser anunciado como possível cabeça de cartaz do festival de rap e R&B de três dias. Após esta decisão, também a Diageo, empresa de bebidas que detém marcas como o whiskie Johnnie Walker, anunciou que deixaria de patrocinar o evento.
A decisão surge um dia depois de o primeiro-ministro britânica, Keir Starmer, ter afirmado ser “profundamente preocupante” que Kanye West seja o artista principal do Wireless Festival. Em declarações divulgadas pelo The Sun, Starmer afirmou que o artista norte-americano foi contratado “apesar das suas anteriores declarações antissemitas e da sua celebração do nazismo”.
“O antissemitismo sob qualquer forma é abominável e deve ser combatido com firmeza onde quer que apareça”, disse o primeiro-ministro britânico. “Todos têm a responsabilidade de garantir que o Reino Unido é um lugar onde os judeus se sintam seguros”, defendeu.
Na sequência destas declarações, este domingo um porta-voz da empresa anunciou que “a Pepsi decidiu retirar o seu patrocínio ao Wireless Festival”, citou a Sky News. A Diageo foi o segundo patrocinador a anunciar que iria deixar o festival, noticiou a Sky News.
Músico e produtor, Kanye West, que mudou o nome artístico para Ye em outubro de 2021, tornou-se uma estrela mundial, um ícone da cultura pop, mas, nos últimos anos, tem sido notícia por um comportamento errático, controversas posições políticas e várias declarações antissemitas, pelas quais pediu desculpa em janeiro. “Perdi o contacto com a realidade. Quanto mais ignorava o problema, mais as coisas pioravam. Disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente”, afirmou. Nesse texto, Ye revelou que foi diagnosticado com uma doença bipolar e que foi encorajado a procurar ajuda pela mulher “há alguns meses”, depois de “bater no fundo”.
O rapper norte-americano vai passar por Portugal também este ano, com um concerto marcado para o dia 7 de agosto no Estádio do Algarve.