Os quatro astronautas a bordo da missão Artemis II avistaram a Lua este sábado, no terceiro dia da viagem rumo ao satélite natural da terra. “Podemos ver a Lua pela escotilha de acoplamento neste momento. É uma vista maravilhosa”, disse um dos membro da tripulação, citado numa publicação da NASA, na rede social X.
A tripulação está agora mais perto da Lua do que da Terra, informou a NASA. Às 11h da manhã deste sábado, a sonda Orion já tinha percorrido mais de 245 mil quilómetros, cumprindo mais de metade do percurso até à Lua.
https://twitter.com/NASA/status/2040393011616452726
“Preparem-se, estamos a caminho da Lua! Os astronautas da Artemis II já percorreram mais da metade do caminho até seu destino, e os preparativos para o sobrevoo lunar estão em curso”, sublinhou a NASA, acrescentando que, “durante a viagem ao redor do lado oculto da Lua”, os astronautas vão capturar imagens para partilhar com os cientistas”.
À medida que se aproximam do seu objetivo, “a Lua está a ficar maior”, realçaram os astronautas, num vídeo partilhado pela NASA, no qual revelam também já conseguir avistar a Bacia Oriental da Lua, uma deformação na superfície lunar que se acredita ter sido causada por um violento impacto. Entre os astrónomos, esta bacia é mesmo conhecida como o “Grand Canyon” da Lua.
https://observador.pt/2026/04/03/daqui-voces-parecem-nos-lindos-astronautas-da-missao-artemis-ii-falam-pela-primeira-vez-desde-o-espaco/
“Fica claro que não estamos na Terra porque essa característica não é visível a partir da Terra”, disse o astronauta Victor Glover. “A vista que temos já é especial”, acrescentou.
https://twitter.com/NASA/status/2040341101471551784
O foguetão SLS levantou voo na quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida, para o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos.
Os astronautas irão sobrevoar a Lua, a mais de 400 mil quilómetros da Terra, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram até mais longe da Terra. A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.