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Um registo que dura desde outubro e já é histórico: Sporting leva 17 vitórias consecutivas em Alvalade

Os leões nunca tinham alcançado tantos triunfos consecutivos a jogar em Alvalade e desde outubro que só ganham em casa. Rafael Nel revelou conselhos de Suárez e Ioannidis, Rui Borges explicou gestão.

Mariana Fernandes
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É um registo impressionante que começou no fim de outubro, contra o Alverca, e que se prolongou esta sexta-feira, contra o Santa Clara. Entre Campeonato, Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga dos Campeões, o Sporting leva agora 17 jogos consecutivos a ganhar em Alvalade — uma marca inédita na história dos leões que supera desde já as 16 vitórias seguidas em casa em 1973/74. 

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Com o triunfo contra o Santa Clara, a equipa de Rui Borges continuou o percurso invencível em Alvalade: não perde em casa desde agosto, quando foi derrotada pelo FC Porto, e não escorrega sequer o início de outubro, quando empatou com o Sp. Braga. O Sporting ultrapassou os açorianos pela terceira vez esta temporada, depois da primeira volta do Campeonato e da quinta ronda da Taça de Portugal, e garantiu que vai pelo menos manter as distâncias para a liderança do FC Porto e para o terceiro lugar do Benfica antes dos quartos de final da Liga dos Campeões contra o Arsenal.

De forma global, os leões somaram a terceira vitória consecutiva e alcançaram-no sem Luis Suárez, que estava castigado, e com Gonçalo Inácio, Hjulmand e Maxi Araújo no banco e Iván Fresneda fora da convocatória. Rafael Nel, que completou 21 anos esta sexta-feira, estreou-se a titular e estreou-se também a marcar no Campeonato, acabando por ser distinguido como o Homem do Jogo. Depois do apito final, o jovem avançado estava naturalmente satisfeito.

“Acho que a equipa conseguiu dar-me esta prenda. Acho que foi um jogo bem disputado. Conseguimos sair por cima e levar os três pontos para casa e foi o mais importante. Acabámos por levar dois golos do Santa Clara, o que acabou por nos dificultar um bocado. Mas conseguimos matar o jogo logo a seguir e acho que foi um bom jogo de toda a equipa. Cada jogo é uma experiência diferente. Trabalhando durante a semana com os meus colegas, acho que vou conhecendo sempre melhor. É diferente de os ver na televisão ou mesmo aqui no estádio. Com isso consigo aproveitar algumas características e acabo por fazer golo e ser feliz”, começou por dizer, confessando depois o que o treinador lhe pediu.

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“O Rui Borges apenas pediu para ser eu, para jogar simples, como sou como jogador. E acho que talvez tenha sido esse o segredo. Não quero deixar por dizer que o Suárez e o Ioannidis também vão ajudando diariamente, a falar comigo e a dar-me alguns ‘feedbacks’ positivos. A quem dedico? A toda a formação, a todos os miúdos que estão na Academia a ver este jogo ou mesmo os que vieram aqui ao estádio. E quero dedicar também à minha família, que está sempre presente”, completou.

Já Rui Borges, na zona de entrevistas rápidas, elogiou a exibição da equipa. “Um jogo que controlámos do início ao fim. O Santa Clara faz o primeiro e acaba por merecer, mas depois fomos crescendo. Controlámos com bola, tivemos várias situações na área. Importante os adeptos, a manterem-se connosco e a manterem a equipa tranquila. Um resultado de 3-1 com mérito nosso. Entrámos bem na segunda parte, é natural que a equipa caia um bocadinho por causa da paragem. O Santa Clara faz o 3-2 num lance que está controlado por nós. Mas feliz pela resposta da equipa. Conseguimos dar resposta. Feliz por tudo o que a equipa deu”, disse.

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“No segundo golo adormecemos, num lance que temos controlado pelo Zeno [Debast]. O Santa Clara faz o 3-2 e acredita. Fomos controlando e estou feliz por tudo o que equipa deu em todos os momentos”, acrescentou, antes de explicar a gestão que fez no onze inicial e ao longo do jogo. “Uma gestão dentro que era o jogo e a circunstância. Tínhamos de ter uma equipa para dar resposta. Com toda a envolvência, achámos que este era o melhor onze para atacar o jogo”, atirou.

Mais à frente, o treinador leonino justificou ainda a substituição de Pedro Gonçalves, que foi titular, marcou e saiu ao intervalo depois de não ter jogado um minuto no duplo compromisso da Seleção Nacional. “Vem de uma paragem longa. Não teve minutos na Seleção, esperávamos que tivesse tido. Teve agora 45 minutos bons. Por tudo o que será este mês precisamos dele, para ganhar confiança e ritmo”, terminou.

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