O acidente de carro aconteceu a 27 de março na Florida. Tiger Woods bateu noutro veículo. A polícia chegou e o que se seguiu foi, agora, revelado pela divulgação das imagens nas bodycams policiais.
“Estou a ser detido?”, perguntou Tiger Woods, após ter feito alguns testes rápidos a pedido da polícia que pretendia avaliar o estado do golfista, suspeitando de condução sob o efeito de substância. Foi levado para a esquadra e libertado ao fim de oito horas.
Mas antes disso, e na abordagem da polícia, vê-se nas imagens Tiger Woods ao telefone, após o acidente. Ao desligar informou à polícia: “Estava ao telefone com o Presidente”. Não se referiu diretamente a Donald Trump, mas os dois são amigos. E Trump, após o acidente — antes da divulgação das imagens — defendeu o golfista que “vive uma vida de dor”, pelas lesões, assumindo ser um amigo incrível e uma pessoa incrível. Mas não quis adiantar mais sobre o assunto.
Ao New York Post, segundo o The Guardian, declarou que os exames a Tiger Woods deram negativos ao álcool. “Ele não tem um problema de álcool, mas tem muitas dores”. Na quinta-feira, um comunicado do golfista indicava que Woods iria retirar-se dos greens para procurar tratamento e focar-se na sua saúde.
Nas imagens, segundo os vários jornais internacionais, consegue-se ver a polícia a encontrar medicamentos no bolso de Woods. “É um Norco”, referindo-se a um fármaco para as dores, e tendo assumido que tinha tomado medicação nesse dia. Confirmou-se, segundo o The Guardian, que era hidrocodona, um opioide. Woods declarou-se inocente da suspeita de condução sob efeito de substância. Segundo o relatório de detenção a polícia indica que Woods mostrou um comportamento suspeito, com soluços e mostrando dificuldade em manter a cabeça imóvel.
https://youtu.be/c8N7uEz2fVM
No relatório, citado pelo The Guardian, a polícia é citada dizendo que “com base nas minhas observações sobre Woods, pela forma como realizou os exercícios e com base na minha formação, conhecimento e experiência, acredito que as faculdades normais de Woods estavam comprometidas e que estava incapaz de operar o veículo motorizado em segurança”. O teste não deu positivo para álcool, mas o golfista ter-se-á recusado a fazer análise à urina. Depois da detenção foi libertado ao fim de oito anos, sob fiança. Deverá ser presente a tribunal a 5 de maio.
Na explicação sobre o acidente disse que estava a olhar para o telefone e a mudar a sintonia da rádio e que por isso embateu numa camionete, capotando o Land Rover. “Olhei para o meu telefone e de repente ‘boom'”, declarou.
O jogador, de 50 anos, tem um longo historial de lesões, nomeadamente nas costas. Ganhou 15 grandes torneios e 82 torneios do PGA Tour. Este foi pelo menos o quarto acidente de carro noticiado.