O treinador Gennaro Gattuso demitiu-se esta sexta-feira do comando técnico da seleção italiana de futebol, três dias depois de a squadra azzurra ter falhado a qualificação para o Mundial2026, anunciou a federação.
“Com dor no coração por não ter conseguido alcançar o objetivo a que nos tínhamos proposto, considero concluída a minha experiência no banco da seleção”, refere Gattuso, num comunicado divulgado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC).
O organismo refere ter chegado a acordo com o técnico para a saída, e agradece a Gattuso e toda a sua equipa técnica “a dedicação e a paixão que demonstraram ao longo dos últimos nove meses” deixando “votos de sucesso no futuro das suas carreiras”.
Gattuso foi nomeado em junho de 2025, em substituição de Luciano Spalletti, com a missão de garantir o regresso da Itália ao campeonato do mundo, o que não acontecia desde 2014.
No entanto, na terça-feira-feira, a Itália falhou, pela terceira vez consecutiva o apuramento para uma fase final de um Mundial, ao ser derrotada pela Bósnia-Herzegovina, no Caminho A do play-off europeu de qualificação, por 4-1 no desempate por penáltis, depois da igualdade 1-1 no fim do tempo regulamentar e no prolongamento.
Na sequência do desaire, o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, apresentou na quinta-feira a demissão do cargo, que ocupava desde outubro de 2018, sendo também primeiro vice-presidente da UEFA e considerado um colaborador próximo do presidente da entidade, Aleksander Ceferin.
Durante a sua gestão, a Itália conquistou o Europeu de 2021, mas falhou a qualificação para dois Mundiais consecutivos – 2022 e 2026 – e foi eliminada nos oitavos de final do Euro2024.
O diretor geral da equipa, o antigo guarda-redes Gianluigi Buffon, também já abandonou o cargo.
A tetracampeã Itália – 1934, 1938, 1982 e 2006 – ficou de fora do Mundial pela terceira vez seguida, novamente eliminada no play-off, como aconteceu em 2018 (pela Suécia) e em 2022 (Macedónia do Norte).
Nascido em 09 de janeiro de 1978, Gattuso foi um médio defensivo muito batalhador, num percurso em que passou por Perúgia, Glasgow Rangers, Salernitana, AC Milan, entre 1999 e 2012, e Sion.
Pelo AC Milan, ganhou, entre outros troféus, duas edições da Liga dos Campeões, em 2003 e 2007, mas o seu grande título, é o Mundial de 2006, pela Itália, que representou entre 2000 e 2010, num total de 73 jogos, com um golo marcado.
Como treinador, começou no Sion, onde terminou como jogador, em 2012/13, passando depois por Palermo, Ofi Creta, Pisa, AC Milan, Nápoles, Valência, Marselha e Hajduk Split.