A guerra no Irão decorre há já mais de um mês, mas Donald Trump e Benjamin Netanyahu não dão sinais de abrandar a ofensiva conjunta. Esta segunda-feira, o Presidente norte-americano declarou que Israel é “um bom colega de equipa”, garantindo que os israelitas vão agir conforme as suas ordens na guerra contra o Irão — que Trump promete que vai “devolver à Idade da Pedra, que é aonde pertencem”. Já o Irão promete que irá fazer ataques “esmagadores” e “mais generalizados” contra os EUA e contra Israel.
Abaixo compilamos uma síntese dos desenvolvimentos desta quinta-feira, dia 2 de abril. Pode recordar os acontecimentos com mais detalhe aqui.
No Irão:
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que Israel atuará de acordo com as suas instruções, referindo-se a Israel como um “bom colega de equipa”. Trump afirmou que os israelitas cessarão as suas operações quando ele o fizer, a menos que sejam provocados ou enfrentem uma situação inevitável. O Presidente norte-americano disse ainda que o Irão deve “fazer um acordo antes que seja tarde”.
- Pelo menos oito pessoas morreram em ataques a uma ponte em Karaj, cidade a oeste de Teerão, no Irão. As autoridades iranianas acrescentam ainda que 95 pessoas ficaram feridas.
- As Forças de Defesa de Israel afirmam que um ataque israelita matou o comandante das forças de mísseis balísticos do Irão. “Eliminámos Mukram Azimi”, disse um porta-voz da IDF.
- Irão afirma que ataques dos EUA contra infraestruturas civis são sinal de “colapso moral”. “Atacar estruturas civis, incluindo pontes inacabadas, não obrigará os iranianos a renderem-se”, pode ler-se na publicação do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.
- A advogada iraniana e ativista dos direitos humanos Nasrin Sotoudeh, laureada com o Prémio Sakharov em 2012, foi detida na noite de quarta-feira, na sua casa no Irão.
- A Rússia está “pronta” para mediar o conflito no Irão, caso essa necessidade se verifique, afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, citado pela Al Jazeera.
Em Israel e no Líbano:
- Os Houthis, apoiados pelo Irão e sediados no Iémen, afirmam ter lançado mísseis contra “alvos inimigos israelitas vitais” na região de Telavive, segundo um comunicado citado pelo The Times of Israel. De acordo com as IDF, um míssil disparado a partir do Iémen foi intercetado. As forças israelitas dizem que não houve registo de feridos.
- O Hezbollah afirma ter bombardeado um grupo de soldados e de veículos israelitas na cidade de Shamaa, no sul do Líbano.
- Um ataque aéreo do exército israelita atingiu quatro cidades no sul do Líbano.
No Golfo:
- A Guarda Revolucionária do Irão declarou ter abatido um “caça inimigo” na região do Golfo e também afirmou ter atacado um centro de dados da Oracle no Dubai e outro de computação em nuvem da Amazon no Bahrein, ações classificadas como retaliações aos ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos. Entretanto, o Gabinete de Imprensa do Dubai negou que o centro da Oracle tenha sido atacado.
- O Conselho de Segurança da ONU agendou uma votação para esta sexta-feira sobre uma resolução patrocionada pelo Bahrein, que autoriza a utilização de meios defensivos, mas não ofensivos, para garantir a navegação internacional no Estreito de Ormuz, avança a Associated Press.
- A polícia do Dubai anunciou sanções até 54.500 dólares americanos e até mesmo prisão para quem divulgar rumores, notícias falsas ou conteúdos que contradigam as versões oficiais sobre os ataques iranianos contra os Emirados Árabes Unidos.
No resto do mundo:
- França proibiu um encontro de muçulmanos planeado para os próximos dias em Paris, alegando “um aumento das tensões e do nível de alerta terrorista“.
- O exército russo não registou quaisquer ganhos territoriais na Ucrânia em março, uma situação inédita desde setembro de 2023, segundo dados recolhidos pela organização não-governamental (ONG) Instituto para o Estudo da Guerra.
- Um ataque com drones iraniano teve como alvo um centro diplomático e logístico dos EUA em Bagdade, no Iraque, avança a AFP
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Iraque diz estar empenhado em manter o país fora do conflito.
- O Ministério da Defesa da Áustria decidiu usar a lei neutralidade como base legal para recusar pedidos dos Estados Unidos que envolvam a utilização do seu espaço aéreo em operações militares em curso, de acordo com a AP. A Áustria é o mais recente país europeu a restringir o acesso militar dos Estados Unidos, durante a campanha militar conjunta com Israel contra o Irão.
- Um homem palestianiano morreu na sequência dos ferimentos sofridos após ter sido baleado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla a inglês) nos arredores de Khan Younis, no sul de Gaza.
- A Ucrânia desmente que a Rússia tenha conseguido um controlo total sobre a região de Lugansk, no leste do país invadido em fevereiro de 2022.
- Um drone norte-americano Reaper MQ-9, conhecido como o “drone assassino”, chegou à Base das Lajes, nos Açores.