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Irão: UE e China debatem "prioridade urgente" de desbloquear Estreito de Ormuz

"Restabelecimento da liberdade de navegação segura e sem restrições no estreito, em conformidade com o Direito do Mar, constitui uma prioridade urgente", diz Kaja Kallas em conversa com China.

Agência Lusa
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A chefe da diplomacia da UE debateu esta quinta-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês a “prioridade urgente” de reabrir o estreito de Ormuz, praticamente paralisado devido ao conflito no Médio Oriente.

“Tive esta quinta-feira uma conversa telefónica com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, WangYi, para debater a situação no Irão e o impacto na economia global e na segurança energética. Debatemos também as relações entre a UE e a China”, escreveu Kaja Kallas, numa rede social.

https://twitter.com/kajakallas/status/2039671759570444466?s=20

Na mensagem, a Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança disse que “os ataques iranianos a navios civis e a ameaça de novos ataques levaram o tráfego no estreito de Ormuz a uma paralisação quase total”.

“É por isso que o restabelecimento da liberdade de navegação segura e sem restrições no estreito, em conformidade com o Direito do Mar, constitui uma prioridade urgente”, sublinhou.

Kaja Kallas adiantou que “a UE apoia todos os esforços diplomáticos para alcançar este objetivo e apela à redução das tensões e à contenção”.

“Os ataques contra civis e infraestruturas civis têm de acabar”, apelou ainda a chefe da diplomacia comunitária.

A mensagem surgiu quando se assinala mais de um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, e ataques a infraestruturas miltares, civis e energéticas na região.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.