Se os motivos para ir à Disneyland Paris são sempre muitos, agora há mais uns quantos para acrescentar à lista — os mesmos que motivaram a expansão do segundo parque para o dobro do tamanho. Estamos a falar do antigo Walt Disney Studios Park, inaugurado em 2002, que desde 29 de março passou a chamar-se Disney Adventure World. Os resultados desta nova identidade manifestam-se numa avenida enorme, a Adventure Way, que é agora a principal via de circulação e revela primeiro um lago e lá ao fundo o topo da montanha do norte, um dos símbolos dos filmes de sucesso protagonizados por Elsa e Anna. Aí fica a nova e mais cobiçada área: World of Frozen.
Este segundo parque, inaugurado dez anos depois da Disneyland, sempre foi aquele para onde se ia geralmente quando já se tinha percorrido todas as atrações que interessavam no parque principal. Agora, garante Michel den Dulk, diretor criativo executivo da Walt Disney Engineering Paris, “pela primeira vez será preciso fazer uma escolha”. “Idealmente, vamos aos dois, mas agora, além do incrível Disneyland Paris, temos algo na porta ao lado que nos faz dizer ‘oh, meu Deus, quero mesmo ver o Frozen’ ou ‘quero mesmo ver o espetáculo noturno’ ou, no futuro, ‘quero mesmo ir ao Rei Leão [a próxima expansão que já está em construção]”.
Tal como o parque principal tem o castelo rosa, elemento mais fotografado que identifica imediatamente onde estamos, o Disney Adventure World passa a ter uma montanha e, a julgar pela multidão que no dia da inauguração correu para o local — as filas começaram a formar-se às 6h30 do lado de fora e, pouco depois das 11 horas, o reino de Arendelle tinha atingido a capacidade máxima —, o palpite para investir nas irmãs Anna e Elsa foi certeiro. É possível tirar fotos com as princesas — depois de se juntar a uma fila de espera virtual na app —, almoçar numa taberna de estilo nórdico, jantar ou beber um copo no primeiro bar existente nos parques Disney. O igualmente novo lago recebe à noite o Disney Cascade of Lights, um espetáculo com mais de 350 drones, repuxos, projeções e, claro, fogo de artifício. Mas há mais novidades.
Os caminhos vão todos dar ao World of Frozen
A fonte da amizade marca a entrada em Arendelle. Recriado em escala real, a réplica do reino copia as cenas e os cenários dos dois filmes — há um terceiro previsto para 2027 —, como o castelo de gelo e a baía.
“Sabemos que Frozen é uma história intemporal da nossa empresa e, por isso, fazia todo o sentido criar uma área aqui em Paris focada nela. Além disso, tem origem na Europa, já que a história é vagamente baseado n’A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, o que torna a referência ainda mais próxima”, diz Michel den Dulk, responsável pela direção criativa dos parques.
Estão lá o castelo, a vila e montanha do norte — um projeto concretizado pela UK Loco, especializada em decoração imersiva. Esta última tem 36 metros de altura e no topo fica o palácio de gelo de Elsa. Na vila há edifícios coloridos, motivos florais e fachadas com rosemaling, uma arte decorativa tradicional norueguesa. Porém, o que todos vêm aqui ver é a atração principal: chama-se Frozen Ever After.


Na água, nas paredes e no teto: há magia gelada em todo o lado
Frozen Ever After é um passeio de barco para todas as idades — embora tenha a dada altura uma descida acentuada que pode assustar os miúdos mais pequenos. O percurso faz-se em barcos com quatro filas de quatro pessoas. Vai da floresta ao vale dos trolls, passa pelo palácio de gelo e pela baía de Arendelle. A novidade aqui é que há figuras audio-animatronics muito mais realistas do que é habitual — são as mais avançadas do mercado — e a experiência é imersiva, com efeitos de som e luz e projeções nas paredes e no teto que simulam um palácio de gelo. Há até um ligeiro nevoeiro que nos envolve na transição de ambientes.
É suposto ser uma “atração feel good [que provoca bem-estar]”, explica Michel den Dulk. “Entramos e sentimo-nos felizes [em todo o percurso]. Passamos pelas nossas personagens favoritas, ouvimos as nossas canções preferidas. Não é um recontar da história, mas são os tempos de ‘felizes para sempre’.”
Há um detalhe que só os mais atentos (ou fanáticos) poderão detetar logo à primeira. Na atração, a versão de Já Passou que ouvimos foi alterada numa única palavra. No filme, Elsa canta: “it’s time to see what I can do (está na hora de ver o que consigo fazer” — embora na versão portuguesa seja “ver os limites deste dom”. Aqui, o que as pessoas vão ouvir é “It’s time to share what I can do (está na hora de partilhar o que consigo fazer)”. “Essa única palavra quase que dá o mote para a atração, contextualiza-a no ‘felizes para sempre’”, explica Michel den Dulk.
Está na hora (marcada) do encontro real
Como acontece noutros pontos do parque em que é possível tirar fotos com algumas personagens, aqui são Elsa e Anna que estão à espera dos convidados para um encontro real no castelo de Arendelle, depois de uma passagem pela sala dos retratos. Mas, atenção, para entrar é obrigatório juntar-se a uma fila de espera virtual (e isto só depois de entrar no recinto dos parques). O mais fácil é fazê-lo através da app — instale-a ainda antes de chegar para se familiarizar com todas as ferramentas —, mas também é possível pedir a um dos funcionários que se encontram à entrada do castelo.
Na app, há três etapas. Primeiro, define-se quem vai ao encontro (seis pessoas no máximo, sendo que crianças com menos de três anos não precisam de reserva); depois de confirmada a seleção, poderá ver uma estimativa do tempo de espera; por último, a app avisa quando for a sua vez, por isso convém ativar as notificações.


Há festa na baía
A ideia é juntarmo-nos à celebração do Snowflower Festival, que tem referências um pouco por toda a vila. A Celebration in Arendelle (uma celebração em Arendelle) acontece na baía, em frente ao castelo, e dá início à festa. Kristoff e Olaf — um animatronic que pode ser encontrado noutro ponto de Arendelle, bem mais perto das pessoas, e que não existe em mais nenhum parque no mundo — são dos primeiros a chegar, de barco, para preparar o Sunflower Festival. Há música, dança, repuxos de luzes e fogo preso a partir de dois barcos que vão sendo enfeitados para o evento. É possível ouvir um tema inédito composto por Bobby e Kristen Anderson-Lopez, os responsáveis pela banda sonora de todos os filmes Frozen: O Reino do Gelo.
O melhor local para assistir a tudo é em cima da ponte que atravessa o lago do lado direito para dar acesso a Arendelle. O espetáculo dura 20 minutos e acontece várias vezes durante o dia. Os horários podem variar, portanto o mais seguro é consultar a app.
Digam olá ao Olaf
É um robot de última geração e, de vez em quando, vai aparecendo num ponto mais recatado, à esquerda da entrada para a atração Frozen Ever After. Circula de um lado para o outro, diz olá, dança e acena com os bracinhos feitos de paus. Está protegido por uma vedação de madeira porque a tentação de lhe tocar é muito grande — e não estamos só a falar de crianças.
Além de Olaf, também é possível encontrar nas ruas da vila Mossie o troll bebé. Circula dentro de um cesto de verga, ao colo de um membro do elenco e está sempre pronto para tirar fotos. É preciso estar atento porque pode cruzar-se com ele em qualquer altura.
https://www.youtube.com/watch?v=AWwuX17B8ug
Penteados de princesas? Temos
A caminho do castelo, do lado direito e mesmo antes da loja Fiord View, há um pequeno espaço que oferece penteados e pinturas faciais de princesas. “Oferece” é apenas uma expressão, porque um penteado com acessório (pode ser uma trança com um laço) custa 42€, uma pintura facial vale 19€ e uma pintura no braço fica por 15€. Há ainda duas hipóteses mais completas: maquilhagem e coroa (45€) ou maquilhagem, coroa e penteado (75€).
O que é que se come aqui? Floco do palácio
Fica no coração de Arendelle e chama-se Nordic Crowns Tavern. Como o nome indica, recria uma taberna nórdica, embora numa escala XXL. As madeiras dominam o mobiliário e as paredes, há lustres com velas e quadros com paisagens, além dos retratos reais de Anna e Elsa. Os talheres são azuis, cheios de brilhantes, e os copos têm flocos de neve desenhados.
Aqui, os pedidos fazem-se em quiosques eletrónicos (como os das cadeias de fast food) e são depois recolhidos no balcão que está indicado no recibo, antes de serem transportados num tabuleiro para uma mesa que deverá escolher numa das duas salas idênticas (à direita e à esquerda).
Os menus incluem prato, sobremesa e bebida e variam entre salmão com molho de mostarda (24€), almôndegas com molho de arando (22€) ou almôndegas vegan com molho de cebola e cogumelos (22€). A uma destas três bases pode juntar puré e legumes ou quinoa e legumes. Para terminar, pode escolher entre gelado de baunilha ou tutti frutti (este é azul, como mandam as cores do reino) em copo de bolacha; floco do palácio (o nome vem do formato), uma pequena bolacha de manteiga com recheio de frutos vermelhos e cobertura de chocolate branco; ou um Magnum vegan de amêndoa. O menu infantil (14€) é muito semelhante, tendo mais opções nas sobremesas.
Liderados por Cécile Lequeux, os chefs deste restaurante fizeram uma pesquisa intensiva. “Leram histórias de tradições nórdicas e livros de culinária e viram os filmes várias vezes para que não lhes escapasse nenhum detalhe”, explica a diretora de produtos — comida e bebida.


Não vale a pena fugir: vai levar presentes para casa
Sair da Disneyland Paris sem comprar uma recordação é um feito hercúleo. Há merchandise por todo o lado (lojas, carrinhos, quiosques) e agora uma gama inteira de novidades dedicadas ao mundo de Frozen. Há bandoletes com as famosas orelhas (desde 35€), a tiara de Anna (20€), garrafas e copos (18€), peluches de Olaf (40€) ou a salamandra bebé e azul que se transporta no ombro (25€). Vem com um iman que se coloca por baixo da roupa e permite que o boneco fique no sítio — há várias outras versões espalhadas pelos parques.
“Começámos a trabalhar em alguns destes produtos há mais de dois anos, há muitas camadas, desde o tipo de material, às influências da Escandinávia”, releva Jean David Marque ao Observador.
Para o vice-presidente de produtos de merchandise e operações, “o merchandise é a única coisa física da Disneyland que podemos levar para casa. É algo que deixamos no quarto, na cozinha ou na secretária do escritório que nos lembrará das memórias preciosas que fizemos quando estivemos aqui. Por isso é que é tão especial.”
Os novos produtos foram desenhados em Paris e são exclusivos de França (não existem nos outros parques). A equipa inspirou-se no Snowflower Festival e quis que os convidados se vestissem a rigor. Por isso, há uma gama de roupa que é “trendy e baseada nas últimas tendências de cores”, explica Jean David Marque.
Há pormenores escondidos à vista de todos, como o perfil de Anna e Elsa que, só depois de sabermos onde procurar, encontramos na manga de um casaco branco com motivos pretos (80€). “Se eu não lhe dissesse, não ia reparar. E se calhar nem nunca saberia que é de Frozen. Esse é um dos nossos objetivos, que as peças sejam tão atuais que possam ser usadas fora do parque, mas é preciso procurar muito bem, porque os detalhes são muito discretos”, diz ao Observador.
Segundo Jean Marque, há três grandes pilares para a equipa de merchandise: exclusividade, inclusão e inovação. Por isso, Rúna (75€) é a coqueluche de Arendelle. Vem dentro de um pequeno cesto que pode ser transportado a tiracolo e é um brinquedo interativo. Pode ser rapaz, rapariga ou o que as crianças quiserem — tal como a linha de roupa tem peças unissexo —, dorme quando lhe apetece (e ressona), ri quando lhe fazem cócegas e fica feliz se lhe afagam o cabelo. Responde quando conversam com ela e tem um cristal no centro do peito que muda de cor. Se se cruzar com outra Rúna no parque (e agora também fora dali) conecta-se com o boneco e começam uma conversa. No mapa do parque estão também identificados pontos de interação. “Por exemplo, ao entrar numa atração com a Rúna, ela começará a vibrar e a dizer: ‘Estão tão entusiasmada pelo que vamos fazer juntos’, mais um exemplo de interação imersiva”.
Há duas lojas, uma delas mesmo à saída da atração Frozen Ever After, a Arendelle Boutique, e a outra junto à baía, a Fiord View. Esta é mais pequena, mas tem uma parede que faz lembrar uma loja de gomas. Só que, aqui, em vez de dezenas de compartimentos transparentes com doces, há mini figuras à escolha. A ideia é pegar num pote de vidro vazio, que está nas prateleiras à esquerda, enchê-lo com as figuras que quiser (Elsa, Olaf, flocos de neve, flores), fechar o pote com uma tampa de madeira e seguir para a caixa. A coleção que acaba de construir custa 35€ — levar mais ou menos bonecos vai depender da mestria de conseguir encaixá-los no interior.


Além do mundo de Frozen, que novidades há?
Para chegar ao reino de Frozen é preciso atravessar o parque todo, mas as indicações não serão necessárias porque assim que sair do World Premiere — é obrigatório passar por esse edifício repleto de lojas e zona de restauração para chegar às atrações—, vai ver o pico da montanha do Norte lá ao fundo, depois de uma nova avenida e de um novo e gigantesco lago.
Chama-se Adventure Way e passa a ser a espinha dorsal de todos os espaços deste parque. Vai da entrada principal ao lago, tendo à direita Worlds of Pixar (com atrações de Toy Story e Ratatui), à esquerda Marvel Avengers Campus (Vingadores, Homem-Aranha) e em frente o World of Frozen.
“Até aqui, as pessoas entravam e eram logo confrontadas com o fim do parque. Não era o fim físico, mas não dava para caminhar para lá disso. Agora, a paisagem é completamente diferente e é a constatação de que o parque mudou realmente para se tornar muito maior. Era um parque muito compacto”, explica Michel den Dulk.
As árvores que acompanham toda a avenida estão a mostrar as primeiras folhas. “Imaginem daqui a cinco ou seis anos, quando as árvores já estiverem mais crescidas, vai ficar lindíssimo.”
Na verdade, o percurso é já muito agradável, com candeeiros clássicos, arcos e bancos de jardim para descansar dos dois lados e a sensação de espaço — nem sempre possível num local onde as pessoas passam horas amontoadas em filas. À noite, centenas de luzes tornam o espaço ainda mais mágico, também graças à banda sonora composta por Philippe Rombi especificamente para o local. Gravada nos estúdios Abbey Road, é a primeira banda sonora original para uma área temática na Disneyland Paris desde 1995. E ainda há uma curiosidade mais especial. “Pedi [ao Philippe Rombi] porque queria acrescentar um toque francês à qualidade da banda sonora e da experiência. Mas, o que eu não sabia é que a história dele estava ligada à Disneyland Paris”, conta Michel den Dulk ao Observador.
O compositor, responsável por bandas sonoras de filmes como Astérix: O Segredo da Poção Mágica (2018) e Bem-vindo ao Norte (2008), foi até aos parques para as conversas iniciais e revelou que aquela estava longe de ser a primeira visita dele. “Ele disse: ‘Sabem, eu comecei a minha carreira aqui, era pianista residente no Disneyland Hotel quando abriu em 1992’. Eu não sabia, mas achei que era perfeito, como um círculo fechado.
A Minnie tem uma banda e a Rapunzel um carrossel
Durante o dia há muita coisa a acontecer naquele que é agora “o centro da aventura”, como descreve Dana Harrel, vice presidente da Disney Live Entertainment. “Quisemos criar um dia cheio de entretenimento.”
Várias vezes por dia (os horários podem variar, convém consultar a app), a Adventure Way é invadida por Minnie e sua banda de música. Todos os temas tocados são reconhecíveis, mas o que talvez não detete logo é que nada na sequência é aleatório. “Quando passa pelo campus dos Vingadores, tocam música dos Vingadores; quando passam pela Pixar, tocam temas da Pixar. É tão bem pensado que nem damos por isso, porque estamos simplesmente a divertir-nos com a música”, conta Dana Harrel ao Observador.
Mesmo antes de alcançar o lago, do lado direito da Adventure Way está Raiponce Tangled Spin, uma outra versão das chávenas giratórias que existem na Disneyland Paris — que, segundo um estudo de 2025 da SETEC (Sociedade de Estudos Técnicos e Económicos) é o destino turístico número um da Europa. Aqui há gôndolas, feitas à imagem daquelas que aparecem em Entrelaçados e, se olhar para cima, verá inúmeras lanternas coloridas que se iluminam à noite. Do lado esquerdo ainda só vai ver uma vedação que esconde um edifício em construção — mas fica já a garantia de que ali está a nascer uma atração dedicada a Up: Altamente (será a primeira dedicada a este filme em qualquer parque da Disney), mas um pouco mais à frente está um coreto onde Rapunzel e companhia passam algumas vezes por dia para cantar e dançar durante cerca de dez minutos. Do lado direito do lado, antes da ponte que dá acesso a Arendelle, o Mickey está à espera para tirar fotos.
Um novo espetáculo noturno num lago imponente
Terminado o passeio pela Adventure Way, temos agora à nossa frente o lago a que chamaram Adventure Bay. Há inúmeros bancos e muitas árvores que vão tornar-se abrigos cada vez mais apetecíveis com o passar do tempo. Há gazebos clássicos e intrincados e vários níveis ao longo do lago, perfeitos para que toda a gente consiga ter visibilidade sobre o espetáculo noturno. Na água do lago estão refletidas todas as silhuetas de Arendelle, tanto durante o dia, como à noite.
É aqui que todas as noites acontece o Disney Cascade of Lights — acontece à mesma hora do Disney Tales of Magic, projetado no castelo do parque Disneyland, portanto será preciso escolher. Inclui pirotecnia, projeções, repuxos e chamas muito próximos das pessoas, além de 350 drones — 100 dos quais deslocam-se na água. “É, não só um feito tecnológico, mas também um feito criativo”, descreve Dana Harrel. “É uma história muito bonita que convida as pessoas a encontrarem a força interior.” Para ajudar chegam Mulan, Vaiana, Hércules e os Vingadores, refletidos em imagens coloridas projetadas em cortinas de água que se erguem do lago ou construídos no céu numa coreografia de drones. A banda sonora original, You Can Be a Hero, termina com um majestoso fogo de artifício.
É difícil estar mais próximo de um espetáculo, é possível assistir mesmo na margem do lago e o facto de as projeções se repetirem a 360º permite que ninguém precise de estar em cima de ninguém para ver tudo. Ainda assim, os mais prevenidos podem aceder a uma área reservada, sendo que a entrada começa nos 24€.


O primeiro bar nos parques Disney
Além de inúmeros quiosques espalhados ao longo do lago, o segundo restaurante desta extensão chama-se The Regal View restaurant & lounge e aqui aplica-se aquele velho ditado de que os olhos também comem — a comida, mas também a vista. Virado para o lago, tem espaço para 250 pessoas, mas consegue transmitir uma sensação de conforto. A cobertura da entrada foi feita por uma empresa familiar da Alsácia (França), a Schaffner, especializada em metalurgia, forja e fundição e merece uns minutos de apreciação antes de entrar.
Lá dentro, tudo é elegante e clássico, há madeiras trabalhadas e murais com as princesas da Disney pintadas, de Branca de Neve a Bela. A sala está dividida em duas partes, tem candeeiros que acompanham as mesas, carpete verde com motivos florais e molduras ovais nas janelas altas que deixam entrar a luz e transformam o lago em mais um quadro perfeito. Os pratos decorativos foram pintados à mão por uma empresa neerlandesa, a Royal Delft.
Pela sala vão circulando princesas, como Yasmin ou Ariel, que se apresentam, fazem-nos perguntas e se oferecem para tirar fotos. Todas falam e movem-se de acordo com as respetivas personagens, enquanto a playlist do restaurante vai passando temas clássicos da Disney.
Todos os detalhes contam, até na chegada dos alimentos à mesa. Está na hora de fazer um jogo. Todos os pratos evocam uma princesa e o seu país de origem. Já sabemos que o prato de carne de vaca tem de ser terminado antes das 12 badaladas da meia-noite, logo temos de nos apressar para não deixar a Cinderela ficar mal.
“Neste caso, os chefs inspiraram-se nas histórias destas princesas”, explica Cécile Lequeux, que supervisiona todos os espaços de restauração. O menu de adulto (100€) inclui entrada, prato e sobremesa. Já o de criança (até aos 11 anos, 50€), tem tudo isso e uma bebida.
Nas entradas há mousse de abacate com tártaro de manga e crumble de sementes de abóbora. A sobremesa obrigatória — nem que seja só para admirá-la porque é um mini livro de contos de fadas — é o bolo de mousse de ganache de baunilha, recheio de framboesas e praliné crocante.
Nesta cozinha há inovação. “Criamos uma tartelete com fruta da estação e a base é feita numa impressora 3D. Tem o formato de um cesto e é recheado com fruta fresca”, explica Cécile Lequeux.
O Regal View Restaurant & Lounge tem outra sala mais pequena, um bar com inúmeros cocktails de assinatura, sendo o primeiro lounge localizado dentro dos parques, ou seja, “o sítio ideal para sentar, relaxar e aproveitar esta vista incrível do lago e do mundo de Frozen”.
Quanto custou tudo isto e o que aí vem
Desde 2002, mais de 90% deste parque foi transformado. World Premiere, a entrada do parque, foi inaugurada em maio de 2025 e nos últimos quatro anos 800 pessoas estiveram envolvidas na construção da mais recente expansão, desde serralheiros a operadores de drones. Foram criados direta ou indiretamente 10 mil postos de trabalho, com cerca de 400 fornecedores envolvidos (82% deles europeus). Há mais de mil novos funcionários, incluindo um posto inédito, o de condutor de barcos — a Disneyland Paris emprega mais de 20 mil pessoas, de mais de 120 nacionalidades.
1,9 mil milhões deram origem a Adventure Way, Adventure Bay e World of Frozen. No verão haverá, no Disney Adventure World, uma nova parada com Vaiana e em construção está já um quarto mundo que será dedicado a O Rei Leão. Ainda não há data para a conclusão, mas sabe-se que terá a primeira atração aquática do parque.

Quando custa ir à Disneyland Paris
A pergunta deve ser feita de outra maneira: quanto quer gastar? Os preços variam muito, consoante a época do ano, o número de dias e qual o hotel pretendido. Por exemplo, a 19 de maio, um adulto paga 110€ e uma criança (dos 3 aos 11 anos) paga 104€ por um dia de acesso aos dois parques. Já a 4 de agosto, o preço de um adulto sobe para 134€ e de uma criança para 127€.
Se usarmos as mesmas datas, mas alargarmos a pesquisa para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) com dois dias de parque e uma noite de hotel (há vários à escolha cujos preços variam consoante a distância), os valores começam nos 1120€ para 19 de maio e 1064€ se o check-in for a 4 de agosto, estando as variações ligadas à ocupação dos alojamentos.
A isto juntam-se voos, transfers do aeroporto, alimentação e, para quem quiser saltar as filas de espera nas atrações, o cartão Premier Access, que começa nos 110€ por pessoa.
O Observador viajou a convite da Disney.