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Donald Trump afirmou que só pediu apoio aos aliados da NATO no conflito do Irão porque “queria perceber o que fariam”, referindo que “há muito maus aliados na NATO”. Num almoço de Páscoa, esta quarta-feira, o Presidente dos EUA voltou a chamar “tigre de papel” à Aliança do Tratado do Atlântico. “Gastamos biliões de dólares na NATO e, quando precisamos deles, que nunca precisamos…”, declarou. Logo, a seguir, explicou que “só queria perceber o que fariam” e voltou ao ataque: “A última coisa de que precisava era a NATO a colocar-se no nosso caminho.”
Também esta quarta-feira, foi publicada uma entrevista de Trump ao jornal britânico Telegraph. O Presidente dos EUA voltou a usar a descrição “tigre de papel” e disse estar a considerar seriamente retirar o país da NATO. A continuidade dos EUA na organização está agora “para além de reconsideração”, afirmou. “Nunca me deixei influenciar pela NATO. Sempre soube que eram um tigre de papel e, já agora, o Putin também sabe disso”, disse ao jornal.
Trump declarou ainda que os EUA têm prestado apoio à NATO, “incluindo na Ucrânia”. “A Ucrânia não era um problema nosso. Era um teste, estivemos lá para eles, e estaríamos sempre lá para eles. Não estiveram lá para nós.”
O Presidente dos EUA já admitiu em várias ocasiões que equaciona retirar os EUA da NATO, criticando o contributo financeiro que o país faz à aliança.
Também esta quarta-feira, o Wall Street Journal avançou que Trump deverá receber Mark Rutte, secretário-geral da NATO, em Washington D.C na próxima semana. Segundo Allison Hart, porta-voz da NATO, a viagem já estaria planeada há algum tempo.