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(A) :: Bruce Springsteen arranca digressão em Minneapolis criticando "guerra ilegal" dos EUA contra Irão

Bruce Springsteen arranca digressão em Minneapolis criticando "guerra ilegal" dos EUA contra Irão

Músico começou digressão, que terminará em Washinton D.C, com o slogan "No Kings". “Temos as vidas dos nossos jovens em risco numa guerra inconstitucional e ilegal”, alertou.

Miguel Pereira Santos
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Bruce Springsteen arrancou esta terça-feira a sua nova digressão com um rol de críticas à administração de Donald Trump e ao que considera ser uma “guerra inconstitucional e ilegal” levada a cabo por norte-americanos e israelitas no Irão. O músico de 76 anos referiu-se ao Presidente dos EUA como “o homem mais rico da América” e acusou o seu executivo de ser “corrupto, incompetente, racista, imprudente e traidor”.

Num concerto no Target Center em Minneapolis, Springsteen lembrou os civis Renee Good e Alex Petti que morreram em janeiro às mãos do ICE. “No inverno passado, as tropas federais trouxeram morte e terror às ruas de Minneapolis. Escolheram a cidade errada. A força e a solidariedade do povo de Minneapolis, de Minnesota, foram uma inspiração para todo o país. A vossa força e o vosso empenho mostraram-nos que isto ainda é a América e isto não vai ficar assim“, disse à uma plateia lotada com 18 mil pessoas.

“Esta noite, pedimos a todos que se juntem a nós para escolher a esperança em vez do medo, a democracia em vez do autoritarismo, o Estado de direito em vez da ilegalidade, a ética em vez da corrupção desenfreada, a resistência em vez da complacência, a unidade em vez da divisão e a paz em vez da guerra”, afirmou o cantor cuja digressão com 20 datas e acabará em Washington D.C, em maio.

Bruce Springsteen recordou ainda as últimas palavras de Renee Good antes de morrer: “Ao homem contra quem ela protestava, o homem que lhe tiraria a vida, ela disse: ‘Tudo bem, não estou zangada contigo.’ Que Deus a abençoe.” Para encerrar o concerto, escolheu interpretar uma faixa de uma lenda da música natural do Minnesota: “Chimes of Freedom” (“Sinos de Liberdade) de Bob Dylan.

De início, prometeu que o concerto seria “uma celebração e defesa dos ideais americanos” e não passou ao lado da crise geopolítica no Médio Oriente. Pediu ao público para se juntar a ele numa “uma oração” àqueles que estão “a prestar serviço militar do outro lado do oceano”, num pedido para que estes voltassem “sãos e salvos”. Springsteen lamentou que as vidas dos jovens norte-americanos estejam “em risco numa guerra inconstitucional e ilegal”.

“Estamos a viver tempos muito sombrios. Os nossos valores americanos que nos sustentaram por 250 anos estão a ser mais desafiados do que nunca”, afirmou Springsteen. A sua nova digressão tem como slogan “No Kings”, o nome das manifestações que têm levado milhões às ruas nos EUA em protesto com a governação de Trump. O próprio músico de Nóvia Jérsia participou num dos protestos há três dias, em Minnesota.

Já durante o concerto desta terla-feira, interpretou a canção “Badlands” do seu álbum de 1978, “Darkness on The Edge of Town“, cuja letra ganha agora um novo significado:  “Poor man wanna be rich, rich man wanna be king / And a king ain’t satisfied, ’til he rules everything” (“O pobre quer ser rico, o rico quer ser rei / E um rei não fica satisfeito até governar tudo”).