A presidente do Metropolitano de Lisboa aponta o dedo a um otimismo excessivo na programação do projeto de expansão da linha vermelha cuja execução está parada devido à perda de fundos do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
“Houve um certo entusiasmo com o PRR e um otimismo muito grande” na programação deste investimento que foi decidida em 2021 num governo de António Costa. Considerando que as obras de expansão na empresa demoram em média sete anos, as “equipas sabiam à partida que não iam conseguir fazer a obra em quatro anos”, afirmou Cristina Vaz Tomé.
Mais de metade do investimento de 405 milhões de euros, no valor de 285 milhões de euros, devia ter sido pago pelo PRR. O prolongamento da linha vermelha deveria estar concluído em 2027, mas as obras ainda não começaram e há já um atraso de dois anos e nove meses no calendário, indicou a gestora na comissão parlamentar de infraestruturas.
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Apesar do contrato de empreitada ter sido assinado em 2025, ainda não foi feita a consignação. “Estamos a trabalhar com o Governo e outras entidades como o BEI (Banco Europeu de Investimentos) para encontrar financiamento e conseguir realizar a consignação este semestre para ver se a obra avança”, indicou Cristina Vaz Tomé. A presidente do Metro reconhece que o prolongamento da linha vermelha é um a obra importante porque vai servir uma zona de Lisboa — Amoreiras, Campo de Ourique, Campolide, Infante Santo e Alcântara — que só é servida pela Carris.
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Linha circular abre no primeiro trimestre de 2027 com atraso de mais de três anos
Há três meses à frente da administração da empresa pública de transportes, Cristina Vaz Tomé diz que encontrou uma empresa com “grandes oportunidades de expansão”, com os projetos da linha circular, expansão da linha vermelha e linha violeta, mas assinalou os vários problemas que estão a atrasar estes projetos.
A linha circular do Metro de Lisboa, cujo projeto se iniciou em 2018, acumula um atraso de três anos e três meses face ao prazo de abertura previsto inicialmente para 2023. O novo prazo para a abertura é agora o primeiro trimestre do próximo ano, indicou a presidente do Metropolitano de Lisboa. Cristina Vaz Tomé atribui uma parte do atraso à demora em fechar a conta com o empreiteiro da primeira de quatro partes na quais tinha sido dividida a empreitada. Este conflito, explicou a gestora esta terça-feira no Parlamento, gerou crispação e má vontade por parte do empreiteiro, o que dificultou a conclusão da obra.
A linha circular vai ligar juntar as linhas verde e amarela com a construção de duas novas estações, uma em Santos e outra na Estrela.