Uma análise de um fragmento de bala recuperado durante a autópsia de Charlie Kirk não conseguiu estabelecer uma correspondência conclusiva com a espingarda encontrada nas proximidades do local do assassinato do ativista de direita. Perante os novos desenvolvimentos, a equipa de defesa de Tyler Robinson, acusado pelo homicídio de Kirk, pediu um adiamento da audiência preliminar marcada para maio, alegando que precisa de mais tempo para rever a análise da bala e de outros materiais que podem contribuir para a defesa do suspeito.
O relatório de análise da bala feita pelo Departamento Federal de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, sigla em inglês) dos Estados Unidos foi mantido em sigilo, relata a CNN. Ainda assim, os advogados de Robinson citaram excertos em documentos públicos, afirmando que os resultados foram inconclusivos.
Ao mesmo tempo que os advogados de Robinson tentam utilizar a análise balística para o ilibar do crime de homícidio qualificado, a acusação procura demonstrar que existem provas suficientes contra ele para a avançar o julgamento com normalidade, aponta o The Guardian. Segundo o mesmo jornal, a acusação diz que foi encontrado ADN compatível com o de Robinson no gatilho da espingarda, no estojo do cartucho disparado e ainda em dois cartuchos intactos encontrados.
O suspeito terá também enviado uma mensagem a uma das pessoas com quem partilhava casa, Lance Twiggs, onde desabafa que escolheu Kirk como alvo porque “não aguentava mais o ódio”, escreve a CNN.
Já os advogados de Tyler Robinson afirmam que os exames periciais indicam a presença de vestígios de ADN de várias pessoas em alguns dos objetos, o que, no seu entender, exige uma análise mais detalhada.

A acusação pretende pedir a pena de morte para Robinson, que ainda não se declarou culpado ou inocente. No entanto, terá confessado à família ser o culpado da morte do ativista de direita e apoiante de Donald Trump.
Charlie Kirk estava a discursar num evento quando foi atingido por um tiro no pescoço, a 10 de setembro de 2025, no campus da Universidade Utah Valley. De acordo com a equipa de defesa de Tyler Robinson, o FBI está agora a realizar novos exames.