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O Rei Carlos III vai visitar os Estados Unidos no final de abril, a convite do Presidente, Donald Trump, para celebrar o 250.º aniversário da independência da antiga colónia, confirmou esta terça-feira o Palácio de Buckingham.
“O programa de Suas Majestades vai celebrar os laços históricos e as relações bilaterais modernas entre o Reino Unido e os Estados Unidos, assinalando o 250.º aniversário da Independência americana”, refere o comunicado, que não especifica as datas da visita.
Na mesma viagem, na qual será acompanhado pela Rainha Camilla, o monarca vai visitar as Bermudas, para realizar a sua primeira visita oficial a um território ultramarino britânico.
Enquanto Príncipe de Gales, Carlos III visitou os Estados Unidos 19 vezes. A sua mãe, Isabel II, realizou quatro visitas de Estado aos EUA, em 1957, 1976, 1991 e 2007.
O site Politico noticiou na semana passada que o Rei deverá discursar no Congresso norte-americano, em Washington, numa sessão conjunta na semana de 27 de abril.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, desencadeado pelos ataques dos EUA e Israel ao Irão a 28 de fevereiro, vários deputados britânicos defenderam que o rei não deveria deslocar-se aos Estados Unidos neste contexto.
O líder dos Liberais Democratas, o terceiro maior partido britânico, Ed Davey, apelou a que a visita fosse cancelada para condenar a “guerra ilegal de Trump” no Irão, acusando o presidente norte-americano, admirador da família real britânica, de “prejudicar (o Reino Unido) repetidamente”.
Donald Trump tem atacado repetidamente o seu aliado histórico e o primeiro-ministro, Keir Starmer, diretamente, a quem reprovou várias vezes por não ter apoiado suficientemente a ação militar americana.
A presidente da Comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, a trabalhista Emily Thornberry, considerou “mais seguro adiar” a visita, estimando que o rei e a rainha poderiam encontrar-se numa situação “embaraçosa”.
De acordo com uma sondagem do instituto YouGov publicada na semana passada, 49% dos britânicos entendem que o rei não deveria realizar esta visita, contra 33% que se mostram a favor.
Esta visita ocorre na sequência da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Londres, em setembro passado.