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(A) :: Zurique lidera lista de cidades inteligentes e Lisboa fica entre nos lugares mais baixos

Zurique lidera lista de cidades inteligentes e Lisboa fica entre nos lugares mais baixos

Ranking "não se baseia apenas nas últimas tecnologias. As pontuações elevadas tendem a coincidir com a perceção dos cidadãos sobre boa governação, transparência e serviços digitais", lembra a IMD.

Agência Lusa
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Zurique, Oslo e Genebra são as cidades com melhor equilíbrio entre bem-estar e tecnologia, e Lisboa fica-se pela 117.ª posição, um lugar bastante baixo, segundo a edição anual da classificação de 148 “cidades inteligentes” da IMD.

De acordo com a edição deste ano da escola de negócios IMD, Santiago do Chile é a melhor cidade da América Latina no ranking.

O pódio de 2026 é idêntico ao de 2025, mas Londres e Copenhaga sobem dois lugares para ocupar o quarto e o quinto lugar, beneficiadas com a descida de Dubai e Abu Dabi.

Já Medellín, a cidade latino-americana melhor colocada em 2025 no ranking, baixa três lugares, para 121 e a terceira cidade da América Latina melhor posicionada é a Cidade do México, na posição 123.

Outras cidades latino-americanas incluídas e também em posições baixas são San José (posto 129), Brasília (133), Buenos Aires (134), Bogotá (135), San Juan (137), São Paulo (140), San Salvador (141), Lima (144), Cidade da Guatemala (147) e Rio de Janeiro (148 e última).

A classificação é calculada através de inquéritos aos habitantes de cada cidade sobre o acesso a ferramentas tecnológicas para facilitar serviços e participação, mas também sobre indicadores de bem-estar, tais como qualidade da saúde, tráfego, espaços verdes, oportunidades de trabalho ou perceção da corrupção.

Na lista destacam-se também as cidades chinesas, como Pequim, na 16.ª posição, Xangai (20) e Hong Kong (21), enquanto as grandes metrópoles americanas ocupam posições mais discretas: Washington na 39.ª, Nova Iorque (45), São Francisco (72) e Los Angeles (73).

Algumas grandes cidades europeias ocupam lugares surpreendentemente baixos: Bruxelas está na 59.ª, Paris na 71.ª, Milão na 101.ª, Lisboa na 117.ª, e Roma, na posição 143, é a sexta a contar do final.

A capital japonesa, Tóquio, também ocupa posições discretas tanto nesta edição (98) como na do ano passado (108).

“A ‘inteligência’ de uma cidade não se baseia apenas nas últimas tecnologias. As pontuações elevadas tendem a coincidir com a perceção dos cidadãos sobre boa governação, transparência e serviços digitais eficazes”, sublinha a IMD.

Os habitantes das cidades nos cargos mais altos “tendem a perceber maior transparência neles e estão mais ativamente envolvidos nos processos que criam a sua qualidade de vida”, acrescenta a escola de negócios de Lausanne.