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Exército dos EUA abre investigação depois de dois helicópteros terem feito um desvio para visitar o cantor Kid Rock

Em causa está um vídeo partilhado pelo artista a saudar dois Apaches a pairar junto à sua casa em Nashville. O Exército já reagiu, anunciando a abertura de uma investigação administrativa.

António Moura dos Santos
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O Exército dos EUA anunciou esta segunda-feira a abertura de uma “investigação administrativa” após dois helicópteros AH-64 Apache terem pairado perto da casa de Kid Rock durante um voo de treino, levantando suspeitas de que o fizeram pelo cantor ser um apoiante vocal e assumido de Donald Trump.

A polémica foi espoletada pela partilha de vídeos por parte de Kid Rock onde é possível ver o cantor norte-americano a saudar dois helicópteros, um a seguir ao outro, que a pairar junto à piscina de sua casa na encosta de uma montanha perto de Nashville, no estado do Tennessee.

Nas imagens observa-se também o artista, de costas para a câmara, a aplaudir os pilotos, chegando mesmo a fazer uma saudação. “Este é um nível de respeito que aquele governador da Califórnia, com o cérebro cheio de m***a, nunca irá compreender. Deus abençoe a América e todos aqueles que fizeram o sacrifício supremo para a defender”, escreveu a acompanhar os vídeos, numa referência direta a Gavin Newsom, um dos mais acirrados opositores políticos de Trump.

Segundo apurou a Associated Press junto de um porta-voz do Exército, ambas as aeronaves encontravam-se num voo de treino após descolarem da base em Fort Campbell, não estando estipulado que passagem junto à casa do artista durante essa operação. Além disso, os dois helicópteros também sobrevoaram um protesto “No Kings” — um de vários organizados desde 2025 contra a administração Trump — em Nashville, sendo que também não era suposto passarem por aí.

Segundo um comunicado entretanto emitido pelo Exército dos EUA, “os pilotos do Exército devem cumprir rigorosas normas de segurança, demonstrar profissionalismo e respeitar os regulamentos de voo estabelecidos”, tendo sido iniciada “uma investigação administrativa para avaliar a missão e verificar o cumprimento dos regulamentos e dos requisitos relativos ao espaço aéreo”.

Na mesma nota, é prometido que “serão tomadas as medidas adequadas caso sejam detetadas quaisquer violações”, não havendo disponibilidade para mais comentários “até que a investigação esteja concluída”.

Como aponta a Reuters, as Forças Armadas dos EUA têm como princípio ser apolíticas e independentes de qualquer partido ou movimento político, mas o Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, têm agido para pôr em causa essa equidistância, demitindo generais e almirantes de alto escalão para tentar implementar a agenda de segurança nacional de Trump e eliminar iniciativas de diversidade.