O Exército dos EUA anunciou esta segunda-feira a abertura de uma “investigação administrativa” após dois helicópteros AH-64 Apache terem pairado perto da casa de Kid Rock durante um voo de treino, levantando suspeitas de que o fizeram pelo cantor ser um apoiante vocal e assumido de Donald Trump.
A polémica foi espoletada pela partilha de vídeos por parte de Kid Rock onde é possível ver o cantor norte-americano a saudar dois helicópteros, um a seguir ao outro, que a pairar junto à piscina de sua casa na encosta de uma montanha perto de Nashville, no estado do Tennessee.
This is a level of respect that shit for brains Governor of California will never know. God Bless America and all those who have made the ultimate sacrifice to defend her. ???????? ???? pic.twitter.com/iD5mmkaXv1
— KidRock (@KidRock) March 28, 2026
Nas imagens observa-se também o artista, de costas para a câmara, a aplaudir os pilotos, chegando mesmo a fazer uma saudação. “Este é um nível de respeito que aquele governador da Califórnia, com o cérebro cheio de m***a, nunca irá compreender. Deus abençoe a América e todos aqueles que fizeram o sacrifício supremo para a defender”, escreveu a acompanhar os vídeos, numa referência direta a Gavin Newsom, um dos mais acirrados opositores políticos de Trump.
Segundo apurou a Associated Press junto de um porta-voz do Exército, ambas as aeronaves encontravam-se num voo de treino após descolarem da base em Fort Campbell, não estando estipulado que passagem junto à casa do artista durante essa operação. Além disso, os dois helicópteros também sobrevoaram um protesto “No Kings” — um de vários organizados desde 2025 contra a administração Trump — em Nashville, sendo que também não era suposto passarem por aí.
Segundo um comunicado entretanto emitido pelo Exército dos EUA, “os pilotos do Exército devem cumprir rigorosas normas de segurança, demonstrar profissionalismo e respeitar os regulamentos de voo estabelecidos”, tendo sido iniciada “uma investigação administrativa para avaliar a missão e verificar o cumprimento dos regulamentos e dos requisitos relativos ao espaço aéreo”.
Na mesma nota, é prometido que “serão tomadas as medidas adequadas caso sejam detetadas quaisquer violações”, não havendo disponibilidade para mais comentários “até que a investigação esteja concluída”.
Como aponta a Reuters, as Forças Armadas dos EUA têm como princípio ser apolíticas e independentes de qualquer partido ou movimento político, mas o Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, têm agido para pôr em causa essa equidistância, demitindo generais e almirantes de alto escalão para tentar implementar a agenda de segurança nacional de Trump e eliminar iniciativas de diversidade.