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Arraiais, rock'n'roll e um salto mortal perigoso: 16 espectáculos de stand-up para ver em abril, de norte a sul do país

Fernando Rocha, Gilmário Vemba e Ana Garcia Martins. Em abril, celebra-se a liberdade com comédia para todos os gostos e idades. 16 recomendações em Lisboa, no Porto e pelo país fora.

Mariana Carvalho
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“Em Sede Própria”

Joana Marques

Depois de ser protagonista do caso extremamente mediático que, entre junho e outubro de 2025, a opôs à dupla Anjos, constituída por Sérgio e Nelson Rosado, Joana Marques regressa aos palcos com o novo solo de stand-up Em Sede Própria. A humorista autora do programa de rádio mais popular do país — o Extremamente Desagradável, com Ana Galvão e Inês Lopes Gonçalves — é conhecida pelas sátiras a figuras da cultura portuguesa, mas deve ser o principal alvo de chacota do próprio espectáculo. Se Em Sede Pópria “fosse o título de uma notícia na imprensa cor-de-rosa seria ‘Joana Marques arrasa Joana Marques’”, refere a descrição do evento.

A comediante já esteve no banco dos réus, mas nas salas do país quem decide o veredito é ela. “Sabendo que é difícil ser juiz em causa própria, Joana dá-se logo como culpada, porque reuniu provas irrefutáveis de todas as suas falhas, defeitos e ridículos”. Promete escrutinar a carreira — e deve ganhar o caso —, com salas quase esgotadas, no continente e nas ilhas. Foi lá que começou a tour pelo país, com duas datas na cidade do Funchal, dia 1 e 2 de abril, e em 14 outros destinos até ao fim de maio.

“Volto Já”

António Raminhos

O que é que John F. Kennedy, Charles Manson, Elvis Presley e o Papa Francisco têm em comum? Todos recomendaram o mais recente espectáculo de António Raminhos, na estrada desde junho do ano passado. Ah, e todos estão mortos. Na verdade, só a segunda afirmação é correta, porque as citações presentes no cartaz de Volto Já são humorísticas, não fosse o espectáculo em questão de stand-up comedy. Mas que não se pense que é impossível rir de coisas sérias e mórbidas — Raminhos quer convencer-nos disso e preparou uma reflexão sobre aquele que é o seu maior medo: morrer. “Com o habitual humor nonsense, por vezes negro, vai partilhar histórias sobre funerais, tradições fúnebres e o que realmente acontece nas últimas horas”, refere a descrição do evento.

Depois dos anteriores Não sou eu é a minha cabeça, sobre o transtorno obsessivo-compulsivo do humorista, que se afirmou como embaixador da saúde mental nas várias plataformas que mantém, e Não prometemos para mais ninguém, sobre o casamento e com a participação da mulher, Catarina, António Raminhos “promete ressignificar o luto e celebrar a vida, garantindo que todos saem da sala de sorriso no rosto, pensativos e um pouco mais leves”. Depois de uma incursão pelo jornalismo, foi na comédia que alcançou reconhecimento, através da qual garantiu presença na rádio e televisão, onde programas como Missão: 100% Português e Esta Mensagem É Para Ti foram líderes de audiências. Com Luís Filipe Borges e Marco Horácio, Raminhos protagoniza o podcast Homens de uma Certa Idade — que também passou pelo Observador, onde o humorista mantém um outro, Somos Todos Malucos.

“Arraial”

Vítor Sá

Normalmente integrante do trio humorístico Cubinho, o “grande artista” de stand-up comedy, Vítor Sá, apresenta o primeiro Arraial a solo, festa garantida, em digressão pelo norte e centro do país desde fevereiro. Não promete sardinha na grelha nem bifanas, mas as gargalhadas devem ser servidas de bandeja e, quem sabe, música popular e bailarico. Nisso, Vítor é mestre, não fosse ele veterano do Rancho Folclórico e Etnográfico das Terras de Santa Maria em Rio Meão.

Além de reconhecido festivaleiro, o comediante, que transforma recordações genuinamente portuguesas em humor universal, é anfitrião de podcasts — Cubinho, Prata da Casa e o projeto a solo, Desnorte — e guionista do programa de sátira de atualidade Conteúdo do Batáguas, com Diogo Batáguas, Rui Cruz e Sérgio Fernandes. Fora isso, já percorreu todas as salas de comédia do país, mas recusa-se a sacrificar o conforto da cidade de Esmoriz, no concelho de Ovar, onde mora. “Basta passar uma semana seguida lá, que tenho dois, três bits novos de stand-up”, admitiu, em entrevista ao Observador. Neste mês fará de Tondela, Coimbra, Palmela, Espinho e Porto moradas temporárias. Que comece a festa!

“Amigável”

Guilherme Fonseca

Guilherme Fonseca partilha vários traços com um labrador, segundo o próprio: é simpático, brincalhão e eternamente curioso, sobretudo quando se trata de comédia. Em homenagem à sua persona em palco e fora dele, batizou o quarto e próximo espectáculo a solo de Amigável. Entre ser tio, fazer terapia e ser agredido por uma celebridade, os últimos dois anos da sua vida foram carregados de momentos cómicos, prontos para serem dissecados à frente do público, com a mesma boa-disposição que leva para os encontros semanais do programa Isto é Gozar com Quem Trabalha, da SIC, onde é guionista residente.

Guilherme quer ser comediante “para sempre”, segundo revelou em entrevista ao Observador e, de facto, a sua criatividade humorística parece inesgotável, sendo evidências disso os três podcasts que produz semanalmente, entre os quais Terapia de Casal, com a mulher Rita da Nova, Private Joke, com Pedro Silva, e Má Ideia. Este último acompanhou o processo de produção do solo, que, depois da estreia em Coimbra, deve cruzar as salas de Leiria, Porto, Cem Soldos e Évora este mês. Como refere a descrição do espectáculo, “venha assistir, que tudo o que for dito fica entre amigos”.

“Rocha n’ Roll”

Fernando Rocha

Fernando Rocha faz rir as audiências portuguesas desde o ano 2000, tendo protagonizado clássicos da televisão, como Levanta-te e Ri, Malucos do Riso e o mais recente Não Há Crise. Estranho é que nunca tenha experimentado o formato de stand-up comedy até este ano de 2026, em que percorre o país com um espectáculo cheio de “um ritmo rock’n’roll que promete agitar plateias de norte a sul — e além-fronteiras”, segundo consta na descrição do mesmo.

Chama-se Rocha n’ Roll e celebra os 50 anos de vida do humorista como deve ser, sem as habituais anedotas que durante anos, e “com muito orgulho”, levou a palco. Desta vez, é 100% stand-up, com nuances de rock e metal, e com muita traquinice à mistura. De casaco de cabedal e bigode de gentleman do século XIX, Fernando Rocha sobe ao palco da Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu no dia 10 de abril, com mais datas agendadas para os meses seguintes.

“Quem Te Viu e Quem Te Vê”

Jel

Em 30 anos de carreira, o Tio Jel — alcunha de Nuno Duarte desde os 14 —, já viveu muitas vidas. Foi “Carlinhos”, o “Machista Gay”, o vocalista do grupo musical de intervenção, Homens da Luta, entre outras figuras marcantes do imaginário humorístico nacional, algumas das quais estreadas no programa Vai Tudo Abaixo, que celebra agora 20 anos. De megafone em riste e ao lado do irmão Vasco, representou Neto, protagonista de sketches de natureza político-cómica e vencedor do Festival da Canção de 2011, no qual interpretou com os Homens da Luta o tema A Luta É Alegria.

Em Quem Te Viu e Quem Te Vê, segundo solo de stand-up de Jel, o comediante celebra as duas efemérides e evoca a mudança que se deu no mundo, em Portugal e no próprio, “hoje um homem diferente daquele que há 20 ou 30 anos, começou no palco e a fazer a sua comédia sempre irreverente”, segundo dá conta a descrição do espectáculo estreado em março. Neste mês, estará em Chaves, Coimbra, Aveiro, Porto, Lisboa e Leiria.

“Grande Entre os Assassinos”

Eduardo Madeira

Outra cara muito familiar que se estreia no universo do stand-up é Eduardo Madeira. Incontornável referência do humor em televisão, foi guionista das Produções Fictícias em vários programas memoráveis, como o Herman Enciclopédia, Contra Informação ou Levanta-te e Ri. De aspeto afável e pacato, promete dar um “murro no estômago” da audiência, no novo Grande Entre os Assassinos — um espectáculo descrito como “confessional, pessoal e duro”, em que admite revelar o “homem para além da figura pública”. Desistiu da licenciatura em Direito para se dedicar à comédia e agora reconhece a possibilidade de ser processado pelo que vai dizer em palco. Ao Expresso, admitiu ter sentido “​​uma pontinha de inveja da Joana Marques”.

“O sexo, a loucura, os excessos, a morte do irmão, a morte da namorada, a experiência gay, como acabou testemunha num processo de violência doméstica e uma ligação improvável com assassinos”, são alguns dos temas que leva a Braga, Leiria e Peso da Régua neste mês de abril.

“Insuficiente”

Ana Garcia Martins

Para muita gente ainda é a Pipoca Mais Doce — nome que deu ao popular blogue de lifestyle criado em 2004 e que ainda utiliza como handle nas redes sociais —, mas Ana Garcia Martins é muito além da apresentadora de reality shows e figura pública de televisão. O stand-up comedy é a sua mais recente “loucura”, segundo admite na biografia do blogue “(às vezes) humorístico e (quase sempre) sarcástico: sobre tudo e sobre nada”. Convidada dos programas de roast à SIC Radical e ao músico Toy e do Levanta-te e Ri, e seis anos após a primeira tour pelo país, Ana regressa aos palcos, desta vez para refletir sobre a síndrome do impostor e sensação de ser Insuficiente.

Assim se chama o espectáculo em digressão por Viseu, Covilhã, Porto e Lisboa neste mês de abril, com mais datas agendadas para maio. “Entre a autocrítica constante e o medo persistente de ser ‘descoberta’ como fraude, Ana Garcia Martins transforma as inseguranças mais íntimas num espetáculo de humor afiado, honesto e absolutamente identificável.” Uma experiência sensível, mas universal, deve fazer rir até os mais seguros das suas capacidades.

“Gentil”

António Azevedo Coutinho

Companheiro de palco e podcast de Vítor Sá, também António Azevedo Coutinho se estreia a solo com o espectáculo de stand-up Gentil, em digressão pelo país desde março. A descrição do evento dá conta de que pode ser o último de António, que gostava era de ser jardineiro. Ainda não tem experiência na área, mas abunda em horas livres e vontade de aprender, o que já é meio caminho andado. Até lá, os fãs terão de aguentar as pequenas reflexões sobre a vida, pensamentos em voz alta e histórias que são a imagem de marca da sua comédia, no podcast Cubinho e nos restantes projetos audiovisuais que já protagonizou.

O mais recente, Principado, está disponível no YouTube e constitui uma epopeia cómica: a conquista e proclamação da soberania do Principado da Pontinha, antigo ilhéu ao largo do Funchal, na Madeira, apoiado pelos colegas humoristas Bolinha Nunes, Carlos Contente e Vasco Elvas. Com Gentil, descobre outras cidades, como Porto, Leiria, Coimbra e Santa Maria da Feira neste mês e Guimarães em maio.

“Muito Faço Eu”

Ana Arrebentinha

O “furacão do Alentejo”, Ana Arrebentinha cresceu na Amareleja, no distrito de Beja, antes de ganhar popularidade a contar anedotas no Got Talent Portugal, em 2017. Foi a catapulta para uma carreira de sucesso na televisão e na rádio, onde atualmente participa no programa Código X, da RFM, apoiante oficial do novo espectáculo a solo. Muito Faço Eu é o manifesto da comediante, apresentadora e atriz que já desistiu de ser normal, faz o que pode e já é muito. Ana “acredita piamente que a maturidade é só um mito urbano, por isso, não há nada melhor do que tomar decisões de vida às três da manhã, aconselhada por grandes, mas curtas amizades feitas na casa de banho de uma discoteca”, segundo explicita a descrição do evento.

O espectáculo esgotou em Lisboa e vai neste mês ao Porto, onde, dia 11 de abril, oferece um tratamento acessível para qualquer patologia: o riso. Gozar com a vida é mesmo o melhor remédio, como já provou no anterior solo de stand-up, Não Estavas Capaz Não Vinhas, que teve sala cheia em quase todos dos mais de 50 destinos por onde passou entre 2024 e 2025.

“Próxima Paragem”

Mónica Vale de Gato

Mónica Vale de Gato está habituada a apanhar o comboio urbano, não fosse ela nativa da linha de Sintra. O comboio da vida é um tópico mais sensível para a humorista, que regressou aos palcos em novembro, depois do casamento e da maternidade — estações obrigatórias do novo espectáculo, Próxima Paragem. Rápida e sem manual de instruções, a locomotiva de Mónica desliza sobre os carris a todo o gás, sempre desgovernada e sem rumo, como a vida adulta.

O stand-up foi um objetivo desde que, em miúda, contava piadas ao microfone nas excursões organizadas pelo pai. Perseguiu o sonho através das redes sociais, onde, em 2015 começou a “chamar a atenção” — segundo contou à revista MAAG —, através de vídeos simples e desabafos de teor humorístico. No novo solo, convida o público a participar numa viagem nostálgica e cheia de sarcasmo pelas mais recentes etapas da vida, com três datas em Lisboa este mês (já esgotadas) e uma em Faro, dia 24. Em maio há mais. Até lá, “a melhor coisa a fazer é rir até à próxima paragem”.

“Um Show sobre Casamento”

Murilo Couto

Diretamente do Brasil para os palcos do país, Murilo Couto percorre Portugal de norte a sul com Um Show sobre Casamento. Esta não é a estreia do humorista por cá: integrou o trio internacional Tons de Comédia, com o angolano Gilmário Vemba e Hugo Sousa, que esgotou salas no país e no mundo e com quem ficou retido no aeroporto de Maputo em julho do ano passado — proibidos de entrar em Moçambique, onde os esperava uma sala cheia, por alegados problemas com o visto. Estas e outras histórias são canalizadas para uma comédia irreverente e espontânea, que se popularizou na televisão, primeiro nas famosas novelas brasileiras, depois em sketches e talk shows.

A próxima aposta promete um bocadinho mais de seriedade (só um bocadinho) e reflete sobre a vida de recém-casado e as tentativas muitas vezes falhadas de se tornar num “adulto responsável”, sempre com muita piada e num português açucarado com ritmo de samba. Entre 7 e 15 de abril, Murilo Couto passa por Braga, Guimarães, Porto, Coimbra, Lisboa e Faro.

“3º ROUND”

Gilmário Vemba

Companheiro de estrada de Murilo Couto, Gilmário Vemba continua a sua digressão de stand-up a solo em Espinho e Braga, neste mês de abril, com datas já anunciadas para Almeirim, Porto e Açores em maio. Neste 3º ROUND, o humorista angolano veste as luvas de boxe e entra no ringue para uma terceira luta, porque “não há duas sem três”, admite: a tradicional sucessão de fases da vida, nascer, viver e morrer é subvertida para uma sequência bastante mais interessante e jovial. Aqui a proposta é “viver, amar e gargalhar”, como evidencia a descrição do espectáculo, reflexivo sobre a estadia de vários anos em Portugal, o racismo e a infância em Angola.

Uma cara bastante conhecida do público português e atual apresentador dos programas cómicos da RTP1 5 Para a Meia-Noite e Taskmaster, Gilmário também deu a voz às manhãs da Rádio Comercial. “Um espetáculo para quem está no primeiro, no segundo ou já no terceiro round… e quer continuar no jogo”, o humorista promete boa disposição e risos, mas também histórias sobre a sociedade que deixam qualquer um a pensar.

“Vida de Pai”

Serginho Lacerda

O primeiro espectáculo de stand-up para miúdos e graúdos chega a Portugal neste mês de abril pela mão do brasileiro Serginho Lacerda. Em Vida de Pai, o humorista reflete sobre a experiência da paternidade de forma acessível para os mais pequenos, que já protagonizaram momentos hilariantes em palco em clipes partilhados nas redes sociais (Serginho tem 3,6 milhões de seguidores só no Instagram). “Sou o pai do Bento”, anuncia na biografia da plataforma e esse é o mote do seu humor, que celebra as relações familiares, promovendo o encontro entre gerações num ambiente de diversão e cumplicidade.

Um plano imperdível para as crianças da família, que ninguém se surpreenda se for chamado a palco, para mostrar o seu maior talento ou contar uma anedota. Tudo é permitido — menos fazer saltos mortais, depois de um acidente ao vivo que viralizou. Pedro, a vítima, está bem e aproveitou a popularidade alcançada para se lançar nas redes: com apenas sete anos, soma 110 mil seguidores no Instagram. Serginho Lacerda passa por Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Faro entre 21 e 25 de abril.

“Big Momma”

Ashley Gavin

Em 2014 desistiu da carreira em informática para se dedicar à comédia a tempo inteiro. Não é a primeira vez que atua em Portugal, onde já esgotou duas vezes o estúdio do Time Out Market, em Lisboa, mas a estreia de Ashley Gavin no Villaret está agendada para o próximo dia 14 de abril, e conta com o apoio da agência Kilt. A norte-americana, que se popularizou com o controverso podcast We’re Having Gay Sex (Estamos a Ter Sexo Gay) — no qual reflete sobre a jornada pelo universo queer e entrevista personalidades diversas no género e na sexualidade — é uma mestre do crowd work em palco, onde a frontalidade e as interações cruas e imprevisíveis com o público a tornaram numa referência.

Em Big Momma, Ashley reflete sobre o “percurso de fertilidade e a experiência de engravidar enquanto lésbica” masculina, com a mesma autenticidade e energia evidentes no anterior espectáculo a solo, Live in Chicago, disponível na íntegra no YouTube.

“Paradise Gothic”

Vidura Bandara Rajapaksa

O nome mais exótico da lista e também o mais politicamente carregado, Vidura Bandara Rajapaksa faz rir, mas não sem uma boa dose de reflexão sobre o estado do mundo, com um viés claramente anticapitalista e pós-colonial. Natural do Sri Lanka, não é meigo nas críticas que faz, uma das quais incidiu sobre a escravatura e colonialismo português. “Como é que praticamente inventaram o comércio de escravos e, em 2022, continuam meio pobres?”, questionou no clipe de stand-up comedy tornado viral na sua conta de Instagram. De longos cabelos e barba escura que fazem lembrar um guru hinduísta, Vidura põe o dedo na ferida, de forma impassível, mas irreverente.

Com Paradise Gothic, o humorista sediado em Londres, corre a Europa com paragem em Lisboa, dia 13 de abril, depois de ter visitado o Porto no passado 15 de janeiro. Com o apoio da Kilt, Vidura apresenta um espetáculo inteligente e mordaz, marcado por humor negro, que explora temas como imigração, anarquismo, “budismo radical” e o absurdo de construir uma vida no mundo capitalista.