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As autoridades do regime xiita de Teerão confirmaram esta segunda-feira a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, que Israel anunciou ter matado na passada semana.
Tangsiri era um dos rostos mais conhecidos das forças armadas da República Islâmica do Irão e “sucumbiu a ferimentos graves”, comunicou a Guarda Revolucionária, exército ideológico iraniano, no portal de notícias Sepah.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, que Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.
Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início da guerra, há 27 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior líder supremo, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.