Um grupo de ativistas vandalizou a propriedade da empresa Savannah Resources durante a madrugada deste sábado. O coletivo, que se descreve como “anti-capitalista” e “solidário com a luta de Covas do Barroso”, partiu o portão da entrada do edifício da empresa responsável pela mina de lítio que se pretende construir naquela aldeia, pintou as paredes e danificou o sistema de segurança.
Num vídeo enviado às redações, o grupo admite que se trata de um “ato político reivindicado”. “Não defendemos a violência por si só. Mas achamos o seu uso legítimo quando as populações locais são agredidas, quando as instituições não servem os interesses públicos e quando a natureza é tratada como mercadoria. Não aceitamos ficar de braços cruzados quando planeiam a destruição de uma região como o Barroso. Se recorremos à violência é porque não nos ouvem de outra forma. E porque acreditamos que a verdadeira violência é o projeto da mina e o desdém com que empresa e governo tratam a população local”, lê-se no comunicado emitido.
“Esta mina não avança. Nem tudo se vende. Nem tudo se compra. E o povo ainda é quem mais ordena”, acrescentam. O projeto da Savannah Resources pretende explorar em Covas do Barros a “maior mina a céu aberto de concentrado de espodumena de lítio da Europa Ocidental”, uma zona que dizem ter mais de 14 milhões de toneladas deste metal que é considerado o mais importante e mais comercializado internacionalmente para alimentar a indústria de baterias.