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(A) :: A reinauguração negra do Azteca, a ovação a Paulinho e os 46 jogadores de Martínez: Portugal continua sem perder frente ao México

A reinauguração negra do Azteca, a ovação a Paulinho e os 46 jogadores de Martínez: Portugal continua sem perder frente ao México

A inauguração do novo Azteca ficou marcada pela morte de um adepto e gritos homofóbicos. Martínez chegou aos 46 jogadores utilizados em 37 jogos. Paulinho foi ovacionado no regresso à Seleção.

Tiago Gama Alexandre
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O dia foi de festa, a noite foi tudo menos isso. Num dia especial para um dos grandes palcos do futebol mundial, México e Portugal não conseguiram desfazer o nulo num jogo que esteve muito aquém daquilo que se esperava e que trouxe à tona as debilidades que as duas seleções ainda têm de colmatar a um par de meses do arranque do Campeonato do Mundo. No que concerne à Seleção Nacional, as mudanças de Roberto Martínez foram muitas, a começar pela inversão a meio-campo, com Bruno Fernandes a aparecer em terrenos mais adiantados e Samu Costa e Rúben Neves a funcionarem num duplo pivô. No ataque, Portugal apresentou uma maior mobilidade, com Gonçalo Ramos a descair para as alas e João Félix a pisar terrenos mais interiores, mas a equipa das quinas pouco mostrou. Na mesma toada, as entradas de Paulinho, Francisco Trincão, Pedro Neto e Gonçalo Guedes pouco impacto tiveram no jogo e no plano do selecionador (0-0).

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Neste jogo amigável, Martínez chegou aos 46 utilizados na sua passagem pela Seleção, que chegou este domingo à marca dos 37 jogos. Em termos individuais, Bruno é o jogador mais utilizado pelo selecionador (33 partidas). Frente aos tricolores, o selecionador somou o quarto nulo pela equipa das quinas, depois de Eslovénia (2024), França (2024) e Escócia (2024). Paulinho, que foi bastante ovacionado aquando da sua entrada em campo, voltou a representar a Seleção quase cinco anos e meio depois, cumprindo o jogo 600 na sua carreira. Ao sexto jogo, Portugal continua sem conhecer o sabor da derrota frente ao México, tendo somado o terceiro empate.

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Apesar de toda a festa que se viveu ao longo do dia na Cidade do México, a inauguração do remodelado Estádio Azteca, que contou com um grande espetáculo de cor e de fogo de artifício. ficou marcada pela morte de um adepto mexicano, que morreu ao cair da zona dos camarotes para o piso inferior. Segundo a Secretaria de Segurança da capital mexicana, o adepto de 27 anos estava em “estado de embriaguez”. “A Federação Portuguesa de Futebol associa-se à Federação Mexicana de Futebol neste momento de consternação”, partilhou o organismo liderado por Pedro Proença. Por outro lado, a imprensa mexicana relata que os adeptos mexicanos entoaram gritos homofóbicos em diversos momentos do jogo, dirigindo-os aos guarda-redes, em especial Raúl Rangel, que tem sido criticado pelas suas exibições.

Apesar da presença de Gianni Infantino no estádio, o encontro prosseguiu e terminou sem qualquer interrupção, algo que está previsto nos regulamentos da FIFA e que já valeu sanções à federação mexicana no passado, pelos mesmos motivos. Em vez disso, a organização optou por abafar os episódios colocando música na instalação sonora do Azteca.