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Os objetivos militares estão a ser cumpridos a bom ritmo, a liderança iraniana está dizimada e as negociações diplomáticas estão a evoluir. Foi este o ponto de situação feito por Donald Trump esta sexta-feira à noite, na véspera de se cumprirem quatro semanas da guerra no Médio Oriente. Numa conferência em Miami organizada pelo fundo soberano da Arábia Saudita, o Presidente norte-americano elogiou ainda a relação com os países árabes em detrimento dos aliados europeus.
“Estamos a negociar agora, seria muito bom se eles pudessem fazer alguma coisa, mas eles têm de abrir o estreito de Trump. Quero dizer, de Ormuz”, declarou, arrancando risos à audiência. “Perdão, peço desculpa, que erro terrível. As fake news vão dizer ‘Ele disse acidentalmente’. Não há acidentes comigo, não muitos. Se houver, teríamos uma história enorme”, continuou Trump, que já tinha insistido que o Irão “implorou” para que houvesse negociações.
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A troça não terminou no Estreito de Ormuz. Sobre o Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, o chefe de Estado declarou que “o Líder Supremo deles já não é Supremo — está morto”. “Ou morto ou em muito mau estado, porque ninguém ouviu falar dele. Acho que ele está a dizer ‘Deixem-me fora disto’. Este é o único país que ninguém quer liderar”, elaborou. Com a liderança futura do Irão alegadamente em aberto, os objetivos militares são muito mais claros, segundo Trump, que disse que falta atacar “3.554 alvos“. “E será feito muito rapidamente”, apontou. Durante a tarde, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a guerra deve acabar “nas próximas semanas”.
Em contactos com os aliados, a Casa Branca terá avisado que planeia terminar a fase militar da guerra em duas a quatro semanas, avançou a CBS News, citando fontes com conhecimento dos contactos. Porém, as palavras de Trump revelam uma mudança na proximidade aos diferentes aliados de Washington. “Eu quero agradecer a todo o reino da Arábia Saudita. Eles ajudaram-nos muito, ao contrário da NATO”, afirmou logo à partida.
https://twitter.com/RichSementa/status/2037671642222997589
Os ataques à aliança atlântica continuaram mais à frente, com Trump a acusar os aliados de terem feito um “erro terrível quando não mandaram uma pequena quantidade de equipamento militar”. As acusações foram ainda mais longe, com o líder norte-americano a pôr em causa o artigo 5.º da NATO. “Nós ajudamos a NATO, mas eles nunca nos ajudam. E se a coisa grande alguma vez acontecesse eu garanto que eles não estaria lá. Nós sempre estivemos lá para eles, mas agora, com base nas ações delas, acho que não temos de estar”, argumentou. “Temos? Isso parece uma história de última hora”, rematou.