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O secretário de Estado norte-americano afirmou esta sexta-feira que “talvez agora seja o momento” para uma mudança de regime em Cuba e insistiu que o atual sistema impede o desenvolvimento económico do país.
“Precisamos de mudar o sistema que governa o país, e é necessário mudar o seu modelo económico. É o único caminho a seguir se as pessoas quiserem um futuro melhor. Há muitos anos que o expressamos clara e repetidamente”, declarou Marco Rubio aos jornalistas no final de uma reunião com os homólogos do G7 nos arredores de Paris.
O secretário de Estado norte-americano, filho de imigrantes cubanos nos Estados Unidos, atribuiu a escassez de energia e os prolongados apagões em Cuba “às infraestruturas dos anos 1950 e 60 que não receberam qualquer manutenção” desde então.
“Temos objetivos, estamos muito satisfeitos por estarmos perto de os alcançar, e muito em breve”, observou sem adiantar pormenores, justificando que essa é uma responsabilidade do Departamento de Defesa.
O país sofreu sete cortes gerais de energia elétrica desde o final de 2024, incluindo dois na semana passada, devido ao envelhecimento das centrais termoelétricas e à escassez de combustível.
A crise agravou-se com a suspensão dos fornecimentos de petróleo bruto provenientes da Venezuela, depois da captura do ex-presidente Nicolás Maduro numa operação conduzida pelas forças norte-americanas em 3 de janeiro.
Washington ameaçou também aplicar sanções aos países que vendem combustível à ilha.
Além dos cortes de energia diários e prolongados, os preços dos combustíveis dispararam, os transportes públicos tornaram-se escassos e os camiões de recolha de lixo deixaram de circular, o que provocou uma acumulação de lixo nas ruas.
No domingo, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que as forças armadas do país estão a preparar-se para uma possível agressão militar dos Estados Unidos.
“As nossas forças armadas estão sempre preparadas e, de facto, nestes dias, estão a preparar-se para a possibilidade de uma agressão militar”, disse, numa entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News.
Nos últimos meses, o Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu que Cuba podia ser o próximo país a enfrentar uma intervenção militar norte-americana.