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Reino Unido. Vereador apanhado a conduzir em reunião online da autarquia

Vereador considera o caso "ridículo". Alegou uso de sistema de mãos livres e garante que não foi para via pública até terminar a sua intervenção. Autarca já tinha sido supenso por conduzir embriagado.

Manuel Conceição Carvalho
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De cinto colocado, a meter mudanças e até a tomar uma bebida. Dean Lewis, vereador independente de Neath Port Talbot, no sul do País de Gales, foi visto a conduzir durante uma reunião online sobre planeamento urbano, noticiou o The Telegraph.

Em causa está uma videoconferência a 20 de janeiro para a autarquia de Neath Port Talbot discutir a construção de 120 casas de férias entre duas aldeias da região. O vereador  —  que já tinha sido suspenso por um período de quatro meses em 2024, por guiar embriagado — alegou depois que estava a conduzir em propriedade privada durante uma parte da videoconferência, em que participou via telemóvel, colocado no porta-copos do carro, em sistema de mãos livres.

Dean Lewis considera o alarido “ridículo”. “Foi tudo exagerado. O motivo pelo qual não foi ainda mais longe é porque estava a conduzir em propriedade privada”, esclarece Dean Lewis, garantindo que, “durante 90% da reunião”, estava parado, “sentado, num estacionamento, sem conduzir.  Não fui para a via pública até que a minha participação naquela reunião estivesse completamente concluída”, garante. Nos restantes 10% da videoconferência, o vereador aproveitou para dirigir-se para a saída do local, uma vez que estava no final do seu turno. “Eu não saí da reunião, mas já não tinha nada a ver com ela. Era basicamente um barulho de fundo”, justifica Dean Lewis ao mesmo jornal.

“A autarquia de Neath Port Talbot está a par das imagens da reunião do grupo de planeamento realizada a 20 de janeiro e das questões levantadas”, revela o município. “As normas da autarquia permitem a participação remota dos elementos, e os procedimentos não incluem disposições específicas relativas ao local de onde um membro pode participar de uma reunião. O Provedor [dos Serviços Públicos do País de Gales] concluiu a sua análise e notificou a autarquia de que não vai prosseguir com a investigação”, esclarece.