Cinco jogos, quatro vitórias, 21 golos marcados, nenhum consentido, apenas um empate na Rep. Checa que impediu o pleno da Seleção. Apesar da mudança técnica nos Sub-21, com a saída de Rui Jorge depois de mais de uma década no comando da formação nacional do escalão e a entrada de Luís Freire, o ADN de qualidade da equipa manteve-se estável: muita bola, criatividade, muitas oportunidades com vários golos, domínio na posse, controlo dos jogos consoante aquilo que os momentos do jogo fossem pedindo. Objetivo? Carimbar o mais depressa possível a qualificação para a próxima fase final do Campeonato da Europa da categoria, algo que poderia ganhar outra forma nesta jornada tendo em conta a deslocação a Baku para defrontar o Azerbaijão antes da partida entre Escócia e Rep. Checa, os dois adversários diretos nessa corrida.
https://observador.pt/2025/11/18/freire-deu-mais-um-passo-em-frente-apesar-da-tarde-desinspirada-selecao-de-sub-21-soma-primeiro-jogo-sem-vencer-na-rep-checa/
“O objetivo é fazer igual ou melhor do que na primeira volta. Queremos jogar bem e merecer ganhar. Para isso, a forma como vamos estar em campo e o ritmo que vamos pôr no jogo é fundamental para trazermos os três pontos. O mais importante será os jogadores darem tudo, porque se o fizerem estamos mais perto de ganhar e cumprir o que trabalhamos. Vamos à procura do golo, tendo sempre compromisso defensivo, termos sempre uma boa reação à perda de bola para estarmos equilibrados no campo mas com um Portugal muito ofensivo. Temos sido extremamente competentes com bola, porque temos feito muitos golos, e sem bola, porque não temos concedido muitas oportunidades. No entanto, o estado de alerta tem que estar sempre presente. Cada jogo é um jogo, isto é um novo desafio”, projetara Luís Freire antes do encontro.
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“Apesar da viagem longa e de haver aqui a necessidade de em poucos dias se preparar uma equipa com algumas novidades, o grupo tem-se apresentado com muita energia, alegria e vontade. É um grupo muito disciplinado, trabalha de forma séria. Todos os que chegaram trouxeram muito compromisso, quem estava cá também tem cumprido com o que pretendemos, portanto está aqui um grupo muito comprometido e com muita vontade de entrar em campo. Há muita gente nova, o que exige uma adaptação da parte deles e da nossa parte para passar as ideias, porque têm que entrar numa ideia de jogo que desconhecem, mas também têm a ajuda dos outros companheiros que conhecem. São jogadores com qualidade, talento e querem muito mostrar que fazem parte desta geração dos Sub-21. Acredito que a atitude positiva que trouxeram, a energia, a alegria e o orgulho que sentem, vai ver-se no jogo”, acrescentara o técnico nacional já no Azerbaijão.
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Sem nomes como Geovany Quenda, Rodrigo Mora, Gustavo Sá, Martim Fernandes (a recuperarem de lesão) ou Mateus Fernandes, que foi pela primeira vez chamado à Seleção A, Freire chamou pela primeira vez Noah Saviolo e Mateus Mané, promovendo também subidas como as de Daniel Banjaqui ou Gonçalo Moreira. E foi o médio ofensivo do Benfica, que leva 18 golos e dez assistências em 33 jogos pela equipa B, equipa Sub-23 e equipa Sub-19 em 2025/26 e que está a ser observado por José Mourinho e restante equipa dos encarnados para poder ser chamado na próxima pré-temporada, que mais se destacou, não só por ter desbloqueado o encontro com o primeiro golo mas também, ou sobretudo, por tudo o que fez na distribuição de jogo.
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Numa primeira parte que teve sentido único e a ameaça inicial logo no segundo minuto com um remate de Tiago Gabriel de fora travado a dois tempos por Khayal Farzullayev, o Azerbaijão teve sempre como grande objetivo adiar ao máximo o primeiro golo nacional. Foi conseguindo: João Simões e Gonçalo Moreira não acertaram com a baliza, Chermiti teve um desvio fantástico para a baliza após assistência de Gonçalo Moreira anulado por fora de jogo, Farzullayev voltou a tirar o golo a João Simões, Gonçalo Moreira voltou a ver um remate que podia levar perigo a desviar num adversário antes de ser cortado para canto. O 5x4x1 dos azeris começava a ser curto para segurar o autocarro de dois andares estacionado em frente à baliza entre a chuva que não dava tréguas em Baku apesar da boa resposta do relvado mas o intervalo chegou com um nulo.
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Seria uma questão de tempo e, em menos de quatro minutos, dois golos resolveram de vez o encontro: Tiago Parente, após um cruzamento da direita de Banjaqui, assistiu Gonçalo Moreira na pequena área para o 1-0 (51′) e marcou depois o segundo golo nacional, na sequência de um livre de João Simões com assistência de Gabriel Brás (54′). Era de cabeça que Portugal encontrava o caminho da baliza, foi de cabeça que chegou o 3-0, com Chermiti a surgir ao primeiro poste para desviar um canto de Roger Fernandes (66′). A história da partida estava mais do que escrita, com Luís Freire a aproveitar o bom momento para oferecer a estreia ao médio ofensivo Mateus Mané, que tem sido um dos destaques do Wolverhampton. João Simões, num bom remate após canto onde Farzullayev pareceu mal batido, aumentou para 4-0 final a 15 minutos do final, antes de sair para dar lugar a mais um estreante nos Sub-21, Diogo Sousa, médio do V. Guimarães.
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