
A frase
“Multidão acompanha o enterro do Aiatolá Ali Khamenei no Irão”
— Utilizador de Facebook, 28 de fevereiro de 2026
Circula nas redes sociais um vídeo que alegadamente mostra o funeral do antigo Líder Supremo iraniano Ali Khamenei. Mas a alegação é falsa: o vídeo é anterior e tem outra origem.
É verdade que o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, morreu a 28 de fevereiro de 2026, após ataques dos EUA e Israel contra o Irão. O funeral oficial chegou mesmo estar previsto para os dias seguintes, mas foi sendo adiado. “Irão adia o funeral de Khamenei enquanto os bombardeamentos dos EUA e de Israel continuam”, pode ler-se, de resto, em notícias de 4 de março da BBC ou da Agência Lusa. Ou seja, a data das notícias — de órgãos de comunicação social confiáveis — é posterior às datas de publicação do vídeo que circulam nas redes. Isto é, as imagens em questão nunca poderiam ser do funeral de Khamenei, que a 4 de março ainda não tinha acontecido.

O que se vê no vídeo são, na verdade, imagens gravadas no Líbano, em 2025, numa procissão fúnebre de líderes do Hezbollah. Através de um olhar mais atento nota-se que uma bandeira vermelha e branca com o símbolo de uma árvore — a bandeira nacional do Líbano — está afixada no vidro que cobre os caixões. As pessoas na multidão também empunham bandeiras amarelas com texto e símbolos verdes, que é a bandeira do Hezbollah.
Uma pesquisa reversa de imagem no Google conduz-nos a fotografias e cenas semelhantes no Líbano, em fevereiro de 2025, durante o funeral de Hassan Nasrallah, antigo líder do Hezbollah.
Conclusão
O vídeo não mostra o funeral de Ali Khamenei. Trata-se de imagens antigas de um funeral de um líder do Hezbollah, reutilizadas e falsamente associadas a um evento diferente.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.