O Parlamento Europeu votou, após sucessivos adiamentos, o acordo comercial com os EUA que foi celebrado no verão passado – e a votação foi favorável. Com 642 eurodeputados presentes, 417 votaram favoravelmente, 154 opuseram-se e 71 abstiveram-se.
A votação já tinha sido adiada por várias vezes, por exemplo quando Donald Trump ameaçou tomar controlo da Gronelândia. Em concreto, o que está em causa é o acordo comercial que foi obtido no verão passado, após meses de negociações que se seguiram ao chamado “Dia da Libertação” e às pesadas tarifas anunciadas pelo Presidente dos EUA.
Apesar de a votação ter aprovado o acordo, isso foi feito com algumas salvaguardas entretanto introduzidas – entre as quais, uma cláusula que diz que os descontos nas tarifas cobradas pela UE aos EUA irão, automaticamente, expirar em março de 2028. E, também, passou a exigir-se que certas reduções de tarifas aplicadas aos EUA fiquem dependentes de descontos feitos pelos EUA de forma simétrica.
O comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, defendeu nesta quinta-feira que o acordo com os EUA “estabilizou a nossa relação comercial num momento de profunda turbulência” e proporcionou “previsibilidade às empresas e aos consumidores europeus quando mais precisavam”.
Apesar de os termos acordados serem considerados desvantajosos para a UE, Dombrovskis lembrou que “um acordo é um acordo, e a nossa credibilidade depende de cumprirmos a nossa palavra”.