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ONU declara escravatura o "crime mais grave contra a humanidade" e pede reparações. Portugal absteve-se na votação

123 países votaram a favor, mas Portugal, Reino Unido, França e Espanha abstiveram-se. EUA, Israel e Argentina foram os únicos a votar contra.

Agência Lusa
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A Assembleia-Geral da ONU aprovou esta quarta-feira uma resolução que declara o tráfico de africanos escravizados e a escravização racializada como o “crime mais grave contra a humanidade” e defende reparações históricas, numa votação em que Portugal se absteve.

O texto, apresentado à Assembleia pelo Gana e copatrocinado por dezenas de Estados-membros da ONU, obteve 123 votos a favor, três contra e 52 abstenções dos 193 Estados-membros da ONU.

Votaram contra os Estados Unidos da América, Israel e a Argentina.

Portugal, Reino Unido, Espanha e França estão entre os países que se abstiveram.

Entre os Estados que copatrocinaram a resolução estão Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe.

Entre os restantes membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), também Brasil e Timor-Leste votaram a favor.

A resolução aprovada insta os Estados-membros da ONU a considerarem pedir desculpa pelo tráfico de escravos e a contribuírem para um fundo de reparações.