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(A) :: Encontradas mortas em Portugal duas mulheres desaparecidas em França. Suspeito foi apanhado pela GNR quando seguia com filhos raptados

Encontradas mortas em Portugal duas mulheres desaparecidas em França. Suspeito foi apanhado pela GNR quando seguia com filhos raptados

Duas mulheres dadas como desaparecidas em França foram encontradas mortas em Portugal. Suspeito, com ligações amorosas às vítimas, apanhado pela GNR em Mêda quando seguia com os filhos.

Miguel Pinheiro Correia
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Cédric Prizzon, suspeito de ter matado duas mulheres que raptou de França, foi apanhado pela GNR numa ‘operação STOP’. O francês também transportava no carro os dois filhos das duas mulheres que foram encontradas mortas em Portugal, apurou o Observador junto de fonte ligada à investigação. As vítimas são Audrey Cavalié e Angela, ‘ex’ e atual namorada do detido, respetivamente.

As mulheres foram dadas como desaparecidas na última sexta-feira. Nesse dia, a polícia encontrou vazia a casa onde Audrey vivia com o filho e suspeitou de um desaparecimento involuntário. A atenção virou-se imediatamente para Cédric, ex-polícia e antigo jogador de râguebi, com quem a mulher tinha tido uma longa disputa judicial pela guarda do filho.

Quando a polícia procurou o suspeito, este também estava em paradeiro incerto, tal como a nova mulher, Angela, e o filho de ambos. Os alarmes soaram mais alto e todos os caminhos apontavam para o mesmo suspeito. Temendo uma fuga para fora do país, as autoridades avisaram as polícias dos países vizinhos.

Foi graças a esse alerta que, na terça-feira, a GNR associou Cédric ao crime. Mas não foi por esse crime que foi apanhado. Segundo descreveu fonte da GNR ao Observador, o francês seguia num carro com matrícula francesa na Estrada Nacional 102, quando foi mandado parar no decorrer de uma “ação de fiscalização rodoviária”.

Perceberam que o homem seguia no carro com duas crianças, mas não suspeitaram de nada e seguiram o procedimento habitual, tendo pedido os documentos do condutor. Quando os apresentou, os militares tiveram suspeitas de que seriam falsos, o que acabaram por confirmar. Além disso, encontraram uma arma de fogo sem a devida documentação legal.

Estavam reunidas as condições para que Cédric fosse detido “em flagrante delito” pelos crimes de “falsificação de documentos e de posse ilegal de arma”. No entanto, assim que os militares começaram a verificar a verdadeira identidade do homem que tinham à frente, conseguiram apurar que estava “referenciado como suspeito da prática de crimes graves, designadamente rapto e outros ilícitos criminais de elevada gravidade, incluindo a suspeita de homicídio”.

Atendendo à gravidade do crime, a GNR contactou de imediato a Polícia Judiciária. “Da articulação entre a informação recolhida pelo Comando Territorial da Guarda e a apurada pela Polícia Judiciária, foi possível equacionar a possibilidade de estarmos perante um cenário de duplo homicídio, tendo sido de imediato desencadeadas todas as diligências necessárias”, refere a GNR em comunicado.

Entretanto, a Polícia Judiciária (PJ) confirmou o sucedido numa nota enviada às redações, avaliando em cerca de 17 mil euros o dinheiro encontrado na viatura. Foi acionado o Piquete do Departamento de Investigação Criminal da Guarda e duas equipas, uma de Investigação Criminal e outra de Polícia Científica, foram enviadas para o local.

“Ainda durante a noite de ontem, a PJ obteve robustos elementos de prova que, durante a manhã de hoje, permitiram localizar dois corpos, presumivelmente da companheira e a ex-companheira do referido cidadão, enterradas em local ermo, cuja diligência foi presidida pelo Procurador titular da ação penal. Continuam a ser desenvolvidas as diligências necessárias à identificação das vítimas e à consolidação da prova. Contou-se a todo o momento com a disponibilidade de colaboração das diversas valências do Comando da Guarda da GNR”, sublinha a PJ.

O inquérito está a cargo do Ministério Público de Mêda e o detido será presente a primeiro interrogatório judicial.

Notícia atualizada às 17h54 com a informação do comunicado de imprensa da Polícia Judiciária.