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O líder da Arábia Saudita, o príncipe Mohammed bin Salman, terá pressionado o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para continuar a guerra contra o Irão e, assim, destruir a “linha dura” do regime iraniano, escreveu o New York Times, citando fontes informadas pelas autoridades norte-americanas acerca das conversas entre os dois líderes.
Segundo o jornal nova-iorquino, ao longo da última semana, nas conversas entre os dois, o príncipe saudita defendeu, junto de Trump, que o Irão representa uma ameaça a longo prazo para a região do Golfo e que a atual campanha militar conduzida por Washington e Telavive representa uma “oportunidade histórica” para reconfigurar o Médio Oriente.
As consequências do conflito para a economia e a segurança nacional da Arábia Saudita são grandes. Os ataques iranianos lançados em resposta à ofensiva americano-israelita já causaram grandes perturbações no mercado petrolífero.
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As autoridades sauditas rejeitam, porém, a ideia de que o príncipe tenha pressionado Trump para prolongar a guerra. “O reino da Arábia Saudita sempre apoiou uma resolução pacífica para este conflito, mesmo antes do seu início”, afirmou o Governo saudita em comunicado citado pelo mesmo jornal, referindo que “permanece em contacto próximo com a administração Trump e o compromisso permanece inalterado”.
“A nossa principal preocupação é defendermo-nos dos ataques diários contra o nosso povo e as nossas infraestruturas civis”, acrescentou Riade, sublinhando que “o Irão optou por uma política de risco perigosa em vez de soluções diplomáticas sérias. Isto prejudica todos os envolvidos, mas principalmente o próprio Irão”.
Por seu turno, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirma que “não comenta conversas privadas do Presidente Trump”. No entanto, parece certo que o líder norte-americano considerou com mais seriedade realizar uma operação terrestre militar para tomar a ilha iraniana de Kharg, o centro da infraestrutura petrolífera do Irão.
https://observador.pt/2026/03/14/o-que-e-a-ilha-de-kharg-a-joia-da-coroa-do-irao-com-milhares-de-anos-de-historia-por-onde-passa-90-do-petroleo-do-regime/
Um dirigente norte-americano confirmou ao Jerusalem Post que tem havido uma “intensificação” da presença militar dos Estados Unidos no Médio Oriente — e que isso pode ser um sinal de que uma operação terrestre está para breve.