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Portugal envia 120 militares da Marinha para missão da NATO na Lituânia

A força parte esta quinta-feira para Klaipeda numa missão de oito meses. Objectivo: dissuadir ameaças e reforçar a segurança colectiva na fronteira leste da NATO.

Agência Lusa
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Portugal vai enviar 120 fuzileiros da Marinha para participar numa missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), na Lituânia, que decorrerá até novembro.

De acordo com um comunicado da Marinha, esta força de fuzileiros será projetada na quinta-feira para Klaipeda, na Lituânia, “a fim de participar nas medidas de tranquilização da NATO, destinadas a reforçar a segurança coletiva dos Estados-membros, particularmente os situados na fronteira leste da Aliança Atlântica”.

A missão tem uma duração prevista de oito meses e visa “dissuadir potenciais ameaças, através do aumento da presença militar aliada e da realização de exercícios combinados”.

Os 120 militares serão comandados pelo capitão-de-fragata fuzileiro Filipe Rocha Rei, e têm várias competências, que vão desde “mergulho de combate, inativação de explosivos e cinotécnica”.

No comunicado, são citadas declarações do chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Jorge Nobre de Sousa, que na cerimónia militar que marcou a projeção assinalou que esta missão “representa a presença visível e determinada de Portugal na defesa do direito internacional e da democracia, sustentáculos dos valores ocidentais”.

Em 04 de abril de 1949 foi assinado, em Washington, o Tratado do Atlântico Norte. Portugal é um dos 12 membros fundadores da Aliança Atlântica, a par dos Estados Unidos da América, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega e Reino Unido.

São também membros a Grécia, Turquia, Alemanha, Espanha, República Checa, Hungria, Polónia, Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Albânia, Croácia, Montenegro, a Macedónia do Norte, a Finlândia e a Suécia.