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(A) :: À 52ª reunião, o pacote laboral ainda não tem acordo. Mário Mourão promete fazer "avaliação" das negociações no Secretariado Nacional

À 52ª reunião, o pacote laboral ainda não tem acordo. Mário Mourão promete fazer "avaliação" das negociações no Secretariado Nacional

Ao lado dos patrões, Mário Mourão garantiu que "as reuniões ainda não acabaram" e prometeu "avaliação" das negociações no órgão máximo da central. Presidente da CIP diz que é "preciso mais tempo".

Marina Ferreira
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Ao 52.º encontro entre a UGT, representantes dos patrões e Governo, continua a não haver acordo sobre o pacote laboral. “Precisamos de mais tempo”, garantiu Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), em declarações aos jornalistas ao lado de João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e de Mário Mourão, secretário-geral da UGT.

“Estamos a trabalhar com a UGT, com a CCP, com a CTP e com a CAP para construir soluções, que estão a ser discutidas na presença do Governo para encontrarmos uma solução que seja melhor que o ponto de partida. Estamos imbuídos desse espírito”, referiu ainda Armindo Monteiro da CIP.

O dirigente sindical negou que houvesse uma leitura a fazer da sua presença ao lado dos patrões, garantindo estar ali por “respeito ao trabalho dos jornalistas”. “Continuamos as negociações, as reuniões ainda não acabaram”, garantiu Mário Mourão, que em acordo com os representantes das confederações patronais não quis prestar declarações sobre as matérias concretas discutidas esta terça-feira durante cerca de quatro horas no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O líder da UGT também não quis comprometer-se com um prazo para o fim do processo negocial, atirando a responsabilidade para o outro lado. “Têm de perguntar ao Governo”, afirmou Mário Mourão.

O Secretariado Nacional da UGT vai reunir-se no dia 9 de abril, tal como avançou o Observador. A data ficou decidida após uma reunião entre o secretário-geral e os dirigentes dos sindicatos afiliados na sexta-feira passada. Na reunião do órgão máximo da central sindical, Mourão adianta que serão discutidas “várias matérias”, mas que também será feita uma “avaliação” das negociações que decorreram até agora.

“Eu também tenho que prestar contas aos mandantes da UGT e tenho que propor primeiro a essas pessoas e a esses dirigentes”, afirmou o dirigente sindical sobre o acordo, ou a falta dele, com patrões e Governo. A central sindical tem vindo a garantir que só decide definitivamente depois de consultar o Secretariado Nacional.

Sem concretizar, João Vieira Lopes diz que foram discutidos “uma série de pontos” da negociação da reforma laboral esta manhã. “Cada reunião que fazemos avançamos sempre qualquer coisa, mas não avançámos o suficiente para se poder dizer que estamos em condições de fechar um acordo”, admite o representante dos patrões.

No final desta reunião, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, não prestou declarações aos jornalistas.