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O Paquistão está a liderar uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, para pôr fim à guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, confirmaram esta terça-feira fontes governamentais à agência de notícias EFE.
“Considerando que é do interesse do Paquistão e da região, o país está a liderar os esforços de mediação para um diálogo entre os Estados Unidos e o Irão, com o objetivo de negociar o fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão”, disse à EFE um alto responsável do Governo, sob condição de anonimato.
As fontes confirmaram que Islamabad também se ofereceu para acolher as negociações de paz, citando os laços entre a sua liderança militar e Teerão, assim como a sua relação com o Presidente dos EUA, Donald Trump.
“O Paquistão está disposto a receber os países envolvidos em Islamabad e isso poderá acontecer se estes concordarem”, acrescentou o responsável.
Na segunda-feira, Trump afirmou ter tido conversações “muito boas e produtivas” com Teerão para terminar com as hostilidades e garantiu que os contactos iriam continuar ao longo da semana.
Embora Teerão tenha negado a existência de diálogo direto com os Estados Unidos, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, admitiu ter recebido mensagens de “países amigos” a propósito do pedido norte-americano de negociações.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou ter conversado por telefone com o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian.
“Discutimos a grave situação na região do Golfo e concordamos com a necessidade urgente de reduzir as tensões, dialogar e recorrer à diplomacia”, afirmou Sharif em comunicado.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano. Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.