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Epstein, o filho em risco de prisão e a doença grave: Mette-Marit sob pressão num momento decisivo para a coroa norueguesa

O filho pode ser condenado por violação enquanto a princesa tenta explicar a relação com o criminoso sexual. Mas é vaga nas respostas e vê a popularidade (e o caminho ao trono) em risco.

Sâmia Fiates
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Foi exatamente no último dia do julgamento de Marius Borg Høiby em Oslo que Haakon e Mette-Marit abriram as portas da residência oficial, Skaugum, para receber a imprensa. Mais especificamente, a estação de televisão pública NRK, para uma entrevista que não poderia durar mais de 20 minutos, devido às condições de saúde da princesa, diagnosticada com fibrose pulmonar em 2018. A conversa tinha como ponto principal esclarecer a relação da potencial futura rainha da Noruega com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Apesar de revelar ter vivido uma situação em que se sentiu “insegura”, a princesa não respondeu questões relacionadas a uma fotografia sua divulgada entre os ficheiros e foi vaga ao comentar o tom íntimo dos emails. Passados alguns dias da publicação, já eram dezenas de queixas registadas junto ao canal estatal. Na internet, houve quem comparasse a entrevista à de André Mountbatten-Windsor ao Newsnight, da BBC, em 2019, na qual reforçou versões que acabaram por serem desmentidas pelos ficheiros Epstein, e que representou o início do fim para o filho de Isabel II.

Depois da entrevista, e no meio das já muitas críticas públicas, Mette-Marit foi apanhada por paparazzi a passear ao redor da residência oficial da família, a usar uma cânula de oxigénio. Dois dias depois, a princesa acompanhou Haakon e os Reis Harald V e Sonja na receção oficial dos Reis dos Belgas, Philippe e Mathilde, reforçando a sua presença na instituição. Contudo, não esteve no banquete real durante a noite, de acordo com o monarca da Noruega, “devido aos seus problemas de saúde”, como citou a revista People.

A entrevista terá sido depois do julgamento do filho da princesa de propósito. Os príncipes herdeiros já haviam afirmado que não se iriam pronunciar sobre o tema no dia em que o tribunal começou a ouvir os depoimentos das testemunhas. Contudo, a espera de sete semanas para reagir transpareceu para alguns como um retomar da polémica, numa altura em que já não se falava no tema — e enquanto o Rei Harald V enfrenta o declinar do seu estado de saúde, aos 89 anos, e Marius Borg Høiby aguarda o veredicto para saber se vai mesmo ser condenado pelos quase 40 crimes aos quais foi acusado.

Filho pode cumprir pena de sete anos de prisão

O julgamento arrancou no início de fevereiro, e Høiby enfrentou 38 acusações, sendo quatro delas violações, que terão acontecido entre 2018 e 2024. Depois de seis semanas em tribunal, a ouvir cerca de 70 testemunhas, o ministério público pede uma pena de sete anos e sete meses de prisão, enquanto a defesa pede a absolvição das acusações de violação e uma sentença que não ultrapasse os 18 meses pelos outros crimes — o enteado do príncipe Haakon assumiu algumas das ofensas menos graves, como ter violado ordens de restrição e ter conduzido em excesso de velocidade. O juiz, Jon Sverdrup Efjestad, afirma que espera ter um veredicto no início de junho.

Nas declarações iniciais, a advogada de defesa, Ellen Holager Andenæs, criticou a cobertura mediática do caso e tentou descredibilizar as alegadas vítimas. “O que todas as vítimas têm em comum é que tiveram relações sexuais consensuais com Marius antes dos factos descritos na acusação. É um ambiente com muito abuso de substâncias. Não apenas álcool, mas também substâncias ilícitas como cocaína e outras. Também não é segredo que o sexo é uma parte muito presente nesse ambiente. Pode ser surpreendente como isso se manifesta e a forma que assume”, afirmou a advogada.

Já a acusação apresentou provas como centenas de trocas de mensagens, fotografias e vídeos recuperados do telemóvel do filho de Mette-Marit para tentar provar que as violações aconteceram. Um dos casos remonta a 2018, quando uma mulher terá sido abusada sexualmente enquanto sob efeito de álcool, dentro da residência oficial dos príncipes herdeiros. Entretanto, a única vítima que teve o nome divulgado é Nora Haukland, uma influencer e personalidade da televisão norueguesa. Os dois namoraram entre 2022 e 2023, período no qual Haukland afirma ter sido agredida com pontapés e agarrada pelo pescoço. A acusação exibiu um áudio em que se ouve Marius a gritar e chamar “cabra mentirosa” a então namorada.

“Manipulada” por Epstein

Só com o fim do julgamento é que Mette-Marit decidiu falar publicamente sobre a relação com Epstein, numa entrevista inédita sobre o tema desde que a amizade de mais de três anos tornou-se pública em 2019. No final de janeiro o Departamento de Justiça norte-americano divulgou a última tranche de ficheiros do caso Epstein, com mais de três milhões de páginas de documentos, mensagens e emails trocados entre o criminoso sexual e diversas personalidades da política, entretenimento e realeza. Foi nesta divulgação que ficou claro o teor das conversas entre a princesa da Noruega e Epstein, que incluíam comentários sobre Paris ser uma cidade “boa para o adultério”, ou que “escandinavas dão boas esposas”.

"Não gosto de ver estes emails nos jornais, acho confrangedor. Sinto que estava numa altura em que achava o meu papel um pouco difícil e vi em Epstein uma pessoa em quem eu podia confiar numa fase desafiante da minha vida. Estava muito enganada."
Mette-Marit

Mette-Marit afirma na entrevista à NRK que a relação com Epstein não passou de “amizade”; mesmo quando questionada sobre o tom íntimo de algumas mensagens. “Não vejo dessa forma. Vejo como um tom amigável“, afirmou a princesa. “Leram os diálogos, podem tirar as vossas conclusões. Sabem o que lá está escrito. São piadas entre amigos, num tom amigável. Não há nada de especial. Mas é um tom amigável inapropriado. Não gosto de ver estes emails nos jornais, acho confrangedor. Sinto que estava numa altura em que achava o meu papel um pouco difícil e vi em Epstein uma pessoa em quem eu podia confiar numa fase desafiante da minha vida. Estava muito enganada.”

A informação oficial da Casa Real norueguesa é a de que Mette-Marit cortou relações com Epstein no verão de 2014. Os ficheiros revelam que em junho daquele ano a princesa combinou um encontro com o milionário em Nova Iorque, durante uma visita a propósito da gala da amfAR, onde recebeu uma homenagem. “Posso vê-la em Nova Iorque?”, questiona Epstein. “Acho que terça-feira consigo”, responde a princesa. É a última troca de emails entre ambos tornada pública. Questionada sobre o motivo de ter parado de falar com o criminoso sexual, Mette-Marit referiu várias vezes o poder de manipulação do “amigo”. “Acho que foi quando me senti tão manipulada. Quando se é manipulado, não se percebe logo no início. Há informações que chegam em tempos diferentes. Consigo ver muito melhor hoje o quanto fui manipulada. É claro, isso leva tempo a processar. Mas houve vários incidentes que me fizeram perceber que a relação não era para o meu bem. Foi quando ouvi mais rumores de que ele não era uma boa pessoa. Nunca de que era um abusador, mas que não era boa pessoa. Tudo isso, combinado, fez-me querer terminar o contacto. Mas tínhamos um amigo em comum e eu percebia que ele era cuidadoso para com este amigo. Isto provavelmente fez-me manter o contacto por mais tempo do que gostaria”.

O que ficou por responder sobre a “amizade”

Na entrevista, Mette-Marit diz apenas que foi apresentada a Epstein por um amigo em comum, sem citar nomes. Entretanto, pela análise dos documentos divulgados, sabe-se que quem aproximou a princesa do criminoso sexual foi o investidor de capital de risco em biotecnologia Boris Nikolic. O consultor científico da fundação de Bill e Melinda Gates conheceu a princesa na Suíça, durante o Fórum Económico Mundial, em janeiro de 2011 — três anos depois de Jeffrey Epstein ter cumprido pena de prisão por pedir a prostituição de uma menor. Nikolic era tão próximo de Epstein que foi nomeado “executor sucessor” no seu testamento, tornado público depois que o criminoso sexual suicidou-se numa prisão federal em 2019, ainda antes de ser julgado por crimes como tráfico sexual.

Um mês depois de conhecer Mette-Marit, Nikolic enviou um email a Jeffrey Epstein a dizer que tinha uma amiga que ia para Nova Iorque em março: “Ela é ótima! Perversa”, sugeriu, afirmando que a princesa “não é uma figura da realeza típica”. “É importante para mim manter a minha integridade nesta situação. Portanto, não divulgarei outros nomes nem tentarei culpar ninguém. É minha responsabilidade não ter investigado o suficiente”, disse a princesa, na entrevista recente. Confrontada com outro email, de outubro de 2012, no qual se queixou de ter ido a um “casamento aborrecido”, que muito provavelmente terá sido a boda de Guillaume e Stéphanie do Luxemburgo, a princesa da Noruega voltou a recusar responder. “Não quero entrar em detalhes sobre o conteúdo dos vários emails, porque… Essa é uma das coisas que considero mais difíceis de entender. Porque não quero que pessoas que respeito e amo sejam magoadas de forma alguma. Mas, é claro, conversei com elas sobre isso depois“, disse Mette-Marit, que entretanto não confirmou se chegou a contactar o atual Grão-Duque do Luxemburgo.

A princesa também se recusou a comentar a fotografia em que aparece ao lado de uma mulher não identificada, em biquíni, na casa de Epstein em Palm Beach. A imagem, que está entre as milhões de páginas de ficheiros divulgados, terá sido feita durante uma visita de Mette-Marit à propriedade do criminoso sexual em janeiro de 2013, quando ficou quatro dias hospedada na casa, na companhia de uma professora de meditação — Epstein fez questão de pedir aos seus assistentes que a alojassem num quarto com acesso a uma varanda, para que a princesa pudesse fumar durante a madrugada. Um email de fevereiro enviado ao milionário por uma pessoa que teve o seu nome escondido pelo Departamento de Justiça norte-americano faz referência à fotografia: “Percebi que algumas fotos tiradas por si foram usadas no que o meu instinto diz não ser a forma apropriada. Estas fotografias incluem Mette na sua propriedade. Tenho a certeza que não foi com má intenção, apenas não teve um bom julgamento”, diz a mensagem. A mulher de Haakon, contudo, confirma que ficou hospedada na residência em Palm Beach: “Um amigo em comum havia emprestado a casa. Foi por isso que fui para lá. Se me permitem acrescentar, este é um dos assuntos sobre os quais passei mais tempo a refletir depois que os graves abusos vieram à tona em 2019. O facto de eu ter estado lá e, principalmente, por sentir culpa pelas vítimas. Passei muito tempo a processar isso. É muito difícil para mim pessoalmente, e tem sido desde 2019, quando tomei conhecimento dos graves abusos”, disse Mette-Marit, com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas.

A princesa esclareceu na entrevista que não pagou pela hospedagem. “Foi um amigo meu que pediu a casa emprestada, portanto não paguei para estar lá, não”, afirmou Mette-Marit, que ainda revelou ter apanhado boleia com o motorista de Epstein e ter recebido um presente do milionário durante a estadia. “Mandou-me um bouquet de flores, que eu acho que não foi ele quem pagou, mas sim um amigo em comum. Quem pagou os jantares, almoços e coisas do género… Gosto de pagar as minhas próprias contas, portanto devo ter feito isso. E ele pagou um cabeleireiro uma vez durante a minha estadia em Palm Beach”. Mette-Marit entretanto não comentou uma ida à loja da Prada em Nova Iorque, em junho de 2013, como um dos emails do ficheiro sugere ter acontecido.

“Colocou-me numa situação em que me senti insegura”

Um dos pontos de maior polémica em relação à amizade de Mette-Marit com Epstein tem a ver com o facto de ambos se terem conhecido quando o milionário já tinha sido condenado por solicitar a prostituição de uma menor e cumprido pena de prisão pelo crime. A princesa continua a alegar que não sabia do passado criminoso do norte-americano, mesmo confrontada com o email divulgado em que, em outubro de 2011, escreve: “Pesquisei você no Google depois do email anterior. Concordo, não pareceu nada bom :)”. Questionada sobre o que pesquisou no Google e o que encontrou sobre Epstein, Mette-Marit diz que não se lembra. “Passei muito tempo a tentar descobrir isso sozinha. Gostaria de ter o restante daquela troca de emails. Não sei o que encontrei, e não sei se era alguma informação que ele havia me pedido para pesquisar no Google. Gostaria de ter me lembrado do que era, provavelmente teria facilitado um pouco a minha vida agora”, disse, adicionando: “Mas se eu tivesse encontrado informações que me fizessem perceber que ele era um abusador e criminoso sexual, eu não teria desenhado um emoji a sorrir“.

"Epstein comportou-se comigo de uma maneira que eu não gostei. Não posso esconder isso. Quando chegou, no último dia da nossa estadia em Palm Beach, colocou-me numa situação que me deixou tão insegura que liguei para a casa do Haakon."
Mette-Marit

Mette-Marit diz ainda que nunca viu nada que pudesse sugerir que Epstein estivesse envolvido em atividades criminosas quando esteve na propriedade do milionário. “Todas as pessoas que conheci relacionadas com Epstein eram adultas. Nunca vi nada ilegal”. Contudo, a princesa acabou por revelar um episódio que, até agora, havia sido mantido em segredo. “Epstein comportou-se comigo de uma maneira que eu não gostei. Não posso esconder isso”, conta. “Quando chegou, no último dia da nossa estadia em Palm Beach, colocou-me numa situação que me deixou tão insegura que liguei para a casa do Haakon”, revela. É quando o príncipe faz uma rara intervenção. “Lembro-me da conversa. Foi uma situação em que ela se viu colocada, que a fez sentir-se insegura e que a fez não querer mais estar lá. E isso provavelmente também a fez pensar que essa pessoa não gostava dela.” Os príncipes não quiseram desenvolver mais sobre o que terá ocorrido na casa, mas de acordo com a estação de televisão NRK, não terá sido uma agressão física.

Depois do incidente, Mette-Marit ainda esteve em contacto com Epstein por pelo menos mais um ano. “Acho que foi porque ele era muito manipulador e se aproveitou do facto de termos um amigo em comum, e de eu ser ingénua. Gosto de acreditar no melhor das pessoas. Mas também optei por encerrar o contacto com ele, e foi por causa de episódios como esse”, disse a princesa, que volta a destacar que não tinha conhecimento de crimes sexuais. “Ainda não sabia nada sobre todos os abusos, mas já tinha entendido o suficiente para achar que ele era uma pessoa ruim com quem ninguém deveria ter contacto. E eu tinha visto de perto como ele chantageava os outros. Então, me arrependo de não ter contado para mais pessoas, porque eu deveria ter contado.”

Contudo, garante que uma pessoa em particular sabia de todos os detalhes da relação com Epstein: o seu marido. Ao lado de Mette-Marit, Haakon permaneceu em silêncio durante boa parte da entrevista, com uma expressão que demonstrava apoio à mulher. Quando questionado, fez questão de confirmar a versão da princesa, e transparecer que não há nenhum tipo de conflito no casamento. “Sim, eu sabia que eles se conheciam, que tinham se encontrado nos Estados Unidos. E ele veio para cá, a princesa herdeira levou-o ao Frogner Park. Eu mesmo encontrei-o uma vez, quando estávamos de férias em família em St. Barths. Depois, encontramo-nos na rua, um encontro rápido. E eu também sabia que a princesa herdeira estava hospedada na casa em Palm Beach.”

A saúde do Rei e a sucessão

O casal enfrentava a avalanche de polémicas relacionadas com Epstein e ao enteado do príncipe herdeiro quando, há pouco mais de um mês, o Rei Harald V foi internado em Tenerife, enquanto passava férias com a mulher, Sonja. Estava desidratado e com uma infeção quando deu entrada no hospital Universitário Hospiten Sur. O médico pessoal do monarca, que completou 89 anos no dia 21 de fevereiro, chegou a viajar até à ilha espanhola para acompanhar o tratamento. A 7 de março, com a saúde reestabelecida, Harald V regressou à Noruega, voltando ao trabalho cinco dias depois. Agora, segue os compromissos oficiais com a ajuda de uma bengala e tem sido fotografado sentado. “São os sogros mais maravilhosos do mundo e apoiaram-me muito durante todo esse período. Sou muito grata por isso”, comentou Mette-Marit sobre os Reis.

Pelo seu lado, a princesa também sofre com as próprias questões de saúde. Diagnosticada com fibrose pulmonar em 2018, em dezembro de 2025 a Casa Real confirmou que a mulher de Haakon estava a ser avaliada para um transplante de pulmão. Na segunda-feira, a imprensa norueguesa amanheceu com fotografias de paparazzi de Mette-Marit e o marido, em que a princesa aparece a passear nos arredores de Skaugum com uma cânula de oxigénio. 

O envolvimento em tantas polémicas num momento tão crítico para a família real, combinado com o seu estado de saúde delicado, tornam o caminho da princesa rumo ao trono ainda incerto. Um inquérito do jornal norueugês VG, revela que quase metade dos leitores, 47%, não acha que a princesa se deva tornar Rainha, enquanto 70% considera que a mulher do príncipe herdeiro não respondeu de forma satisfatória às perguntas. O apoio a Haakon, entretanto, de acordo com o Aftenpost, ronda os 70%.

A doença determina se eu posso desempenhar o meu papel ou não“, disse Mette-Marit, ao ser questionada sobre o futuro. “Vivo com uma doença grave, e é isso que caracteriza o meu dia a dia agora. É isso que determina se eu consigo ou não desempenhar o meu papel”, destacou ainda. “Mas tenho muita fé na importância da monarquia na Noruega. E tenho muita fé de que a confiança é um dos valores mais importantes da nossa sociedade. Espero sinceramente que, com o tempo, isso não enfraqueça a confiança na instituição. Isso seria muito triste para mim. E Haakon é a pessoa que eu mais respeito no mundo todo. Tenho muita fé nele. Então, quero estar ao lado dele nesse projeto, sim. Se eu tiver a oportunidade, considerando minha saúde.”

Haakon, por sua vez, fez questão de destacar que “quer ter Mette na sua equipa”. “Acho bom pensar na base que a princesa herdeira e eu construímos. Nossa base é sólida. Estamos juntos há mais de 25 anos. E, felizmente, conseguimos construí-la de forma a nos mantermos unidos. E quando nos casamos, é para os bons e os maus momentos”.