(c) 2023 am|dev

(A) :: Vídeo. Ataque russo com mísseis a Kiev captado no espaço pela Estação Espacial Internacional

Vídeo. Ataque russo com mísseis a Kiev captado no espaço pela Estação Espacial Internacional

Imagens mostram dois rastos luminosos a deslocarem-se em direção a Kiev, seguidos de explosões no céu, associadas à atuação da defesa aérea da Ucrânia. Ataque ocorreu na madrugada de 27 de dezembro.

Manuel Nobre Monteiro
text

Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais

A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa) divulgou imagens que mostram um ataque russo com mísseis à cidade de Kiev, ocorrido na madrugada de 27 de dezembro de 2025. O ataque fez parte de uma ofensiva de Moscovo que provocou pelo menos 11 feridos e danos em várias zonas da capital ucraniana.

https://www.youtube.com/watch?v=90OZaZ1kb78

Os registos, analisados por especialistas, mostram dois rastos luminosos a deslocarem-se em direção à capital ucraniana, seguidos de explosões no céu, associadas à atuação da defesa aérea da Ucrânia.

“Estamos a ver um ataque de mísseis a Kiev. Vemos a defesa aérea a operar dentro e à volta da cidade para travar esses ataques”, disse um analista citado pela agência Reuters.

“O que é realmente interessante é que se pode ver a diferença entre a Ucrânia e a Rússia ou a Ucrânia e os vizinhos ocidentais, como a Polónia e os países Bálticos, que estão multo iluminados, a 27 de dezembro, mesmo pela noite dentro, comparado com Kiev, por exemplo”, sublinhou.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 — após o desmoronamento da União Soviética — e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado, em ofensivas com drones, alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.