O homem de 39 anos que foi detido pela PSP por ser suspeito de tentar atacar os participantes da “Marcha pela Vida” conheceu esta segunda-feira as medidas de coação: fica em liberdade, mas sujeito a apresentações diárias e proibido de frequentar o local da prática dos factos, apurou o Observador.
“No momento dos factos, a manifestação contava com cerca de 500 participantes, tratando-se de uma concentração de carácter intergeracional, onde se encontravam diversos menores, incluindo crianças e bebés”, indicou a polícia através de um comunicado.
De acordo com a informação apurada pela PSP no local, o suspeito aproximou-se da zona onde estavam os manifestantes, em frente ao Parlamento, e atirou um “engenho incendiário” semelhante a um “cocktail molotov”, com gasolina, na direção dos presentes. “O engenho acabou por embater no solo junto de um grupo de manifestantes, não tendo deflagrado no momento do impacto, circunstância que evitou consequências potencialmente mais gravosas, embora tenha gerado um clima de alarme e perturbação no local”.
https://observador.pt/2026/03/21/marcha-pela-vida-marcada-por-incidente-violento/
“Após a prática do ato, o suspeito foi de imediato intercetado no local, permitindo a pronta intervenção policial da PSP e a subsequente detenção do mesmo. Fugiram do local alguns indivíduos que estariam integrados num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde, sido identificados três membros em outra artéria. Em resultado da ação, algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável, tendo ficado com a roupa impregnada com uma substância que apresentava forte odor a gasolina”, acrescenta a PSP.
O engenho incendiário utilizado pelo homem detido foi apreendido ainda no local.