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Chega quer movimento Antifa classificado como terrorista

O movimento Antifa é formado por "grupos de matriz ideológica radical", defende o Chega. Pede, por isso, que o Governo promova junto da UE a sua classificação como "organização de caráter terrorista".

Agência Lusa
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O Grupo Parlamentar do Chega pediu esta segunda-feira ao Governo que promova, junto da União Europeia e da Organização das Nações Unidas, a classificação do movimento Antifa como organização terrorista, alegando tratar-se de uma ameaça à segurança nacional e internacional.

Em comunicado, a bancada do Chega argumenta que o movimento Antifa (diminutivo de antifascista) “configura uma rede internacional descentralizada de grupos de matriz ideológica radical, com presença em diversos países, incluindo Portugal” e está associado a “práticas de violência, intimidação e destruição de propriedade, bem como a ações organizadas que colocam em causa a estabilidade institucional”.

Em território nacional existem estruturas identificadas pelas autoridades, nomeadamente pela Polícia Judiciária e pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS), com atividade concentrada em grandes centros urbanos e com presença em ambientes universitários e digitais”, diz o partido liderado por André Ventura sobre este movimento de extrema-esquerda.

O Chega recomenda ao Governo que “promova, junto da União Europeia e da Organização das Nações Unidas, a classificação do movimento Antifa como organização de caráter terrorista, enquadrando as suas ações no âmbito das ameaças à segurança nacional e internacional”.

O partido pede também que seja reforçada a “cooperação com entidades internacionais e intensifique os mecanismos de monitorização e prevenção em território nacional, nomeadamente através das forças e serviços de segurança, incluindo PJ, PSP, GNR e SIS” e que se “avalie a aplicação dos instrumentos legais já existentes no ordenamento jurídico português no combate a fenómenos de violência organizada”.

O Chega aponta como “exemplos internacionais recentes” os Estados Unidos, França e Alemanha, que “evidenciam a dimensão e perigosidade do fenómeno” e diz que neste países as “autoridades têm vindo a reforçar mecanismos de monitorização e combate a grupos associados ao Antifa”.

Para o Chega, ” a proteção da ordem democrática, da segurança dos cidadãos e das instituições exige uma resposta clara, coordenada e eficaz face a fenómenos que possam colocar em causa esses valores fundamentais”.

Em novembro de 2025, o Departamento de Estado norte-americano designou como organizações terroristas grupos de extrema-esquerda na Alemanha, Itália e Grécia, no âmbito da ofensiva do Presidente Donald Trump contra o chamado movimento ‘Antifa’.