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(A) :: Da resposta-não-resposta a Mourinho ao cartão a Suárez: "Pensei que ia dar o cartão branco, que agora é usual..."

Da resposta-não-resposta a Mourinho ao cartão a Suárez: "Pensei que ia dar o cartão branco, que agora é usual..."

Sporting voltou a golear Alverca, leva 22 jogos na Liga sem perder e ganhou pela 17.ª vez esta época por três ou mais golos de diferença entre nova lesão de Nuno Santos e um lance insólito de Suárez.

Bruno Roseiro
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O contexto era complicado, os números não facilitavam a missão. Olhando para o trajeto em casa no ano civil de 2026, o Alverca não tinha qualquer derrota (apesar dos cinco empates seguidos) e era preciso recuar até dezembro para encontrar um adversário a passar no Ribatejo. No entanto, não houve duas sem três e, após os triunfos em Alvalade para a Taça da Liga (5-1) e para o Campeonato (2-0), o Sporting voltou a ser mais forte do que o Alverca, goleando por 4-1 no regresso aos encontros da Primeira Liga após a partida adiada com o Tondela e na sequência da passagem aos quartos da Liga dos Campeões frente ao Bodö/Glimt.

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Nesta altura, o Sporting leva 22 jogos sem perder no Campeonato (a última derrota foi na receção ao FC Porto na quarta ronda), 45 encontros consecutivos sempre a marcar e 24 partidas sem desaires na condição de visitante, sendo que Rui Borges nunca sofreu uma derrota jogando fora para a principal prova nacional. Mais: com um bis de Pedro Gonçalves incluindo o primeiro golo de livre direto em Alvalade, o 33.º remate certeiro de Luis Suárez esta temporada e mais um golo de Geny Catamo, os leões conseguiram pela 17.ª vez na presente época por três ou mais golos de diferença, 12 em encontros do Campeonato.

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O próprio treinador Rui Borges viveu uma noite especial em Alverca, somando a 50.ª vitória pelos verde e brancos desde que assumiu o comando no final de dezembro de 2024. “Fico feliz, é mais um marco no meu caminho e da minha equipa técnica. Tem sido um caminho muito bom, muito feliz, onde temos feito um grande trabalho. Tudo o que é qualidade de jogo e dados assim o demonstram. Mais do que esses 50 jogos [vitórias], fico feliz por estes meses todos na liderança de um grande Sporting”, comentou na conferência.

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Antes, na zona de entrevistas rápidas da SportTV, o técnico tinha abordado não só a lesão de Nuno Santos mas também o cartão amarelo a Luis Suárez num lance em que caiu na área, João Pinheiro assinalou falta para penálti, o colombiano disse ao árbitro que tinha caído sem que André Gomes tivesse tocado no seu pé mas ainda foi sancionado por uma alegada simulação. “O Trincão foi toque, o Nuno foi muscular. À partida deve ser muscular. É o risco da paragem tão longa dele. Fico triste porque tem lutado imenso. Estava feliz por voltar ao onze. Mas há que trabalhar na recuperação e ele, mais do que ninguém, mentalmente é fortíssimo. O Pote foi cãibra e não quisemos arriscar. Nada mais do que isso. Suárez? Não percebi muito bem. Tentei perceber junto do quarto árbitro, ele disse-me ‘simulação’ mas ele não fez simulação nenhuma, ainda para mais disse poderia não ser penálti. Honestamente pensei que ia dar o cartão branco, que agora é usual, e era merecido, mas são coisas do futebol… Toda a gente erra e nós erramos também”, referiu.

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“Era importante dar essa frescura, sabíamos que a frescura não ia estar igual ao jogo da Liga dos Campeões mas a equipa estava ligada. Na primeira parte chegámos bem ao golo mas depois adormecemos um pouco e deixámos o Alverca acreditar. Foi criando perigo e o jogo parecia que estava controlado mas podíamos ficar expostos a qualquer problema. Ao intervalo tentámos falar para não levar com tantas transições, até porque estávamos a exagerar no jogo interior com o Alverca a defender com 11 jogadores. A equipa entrou bem, foi uma segunda parte soberba com bola e sem bola. Fomos dinâmicos com bola, fomos mais para os corredores laterais e fomos mais para a frente. Uma segunda parte melhor do que a primeira”, completou.

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Mais tarde, Rui Borges abordou também os comentários de José Mourinho após o jogo com o V. Guimarães quando disse que ficava contente pelo técnico e pelas equipas portuguesas mas não gostava de ver o Sporting ser campeão europeu: “Já sei que vão rebentar comigo, se eu gostava que o Sporting fosse campeão europeu, eu não gostava. Não gostava mesmo. O último em Portugal fui eu, não gostava mesmo”. “Se eu fiquei incomodado? “Não, longe disso. Foi uma opinião sincera do mister, respeito. Se eu gostava de ver o Benfica campeão europeu? Eu sou português, acima de tudo. Quero que os portugueses ganhem”, respondeu.

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“Estamos focados em nós, é o que importa. Sabemos o que temos de fazer nestes jogos agora na reta final do campeonato e é nisso que estamos focados, não estamos focados nos adversários diretos, seja o que vem à frente ou o que está atrás. Estamos focados no que controlámos, que é o nosso jogo. Sempre foi assim e a equipa deu essa resposta hoje em campo. O único foco é sobre nós e o que podemos fazer nos nossos jogos. Mais uma grande resposta, agora alguns vão para as seleções e nós vamos respirar um bocadinho nestes dias para preparar um mês intenso que vem pela frente”, concluiu o treinador.