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(A) :: Nico brilhou numa tarde que não deu Raya, mas teve presente de Kepa: Man. City vence Arsenal e reconquista Taça da Liga cinco anos depois

Nico brilhou numa tarde que não deu Raya, mas teve presente de Kepa: Man. City vence Arsenal e reconquista Taça da Liga cinco anos depois

Numa final equilibrada, Trafford começou a brilhar, mas o City equilibrou o jogo e Kepa não esteve a altura, permitindo a O'Reilly marcar no recomeço. Inglês bisou em quatro minutos (0-2).

Tiago Gama Alexandre
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Depois da surpreendente vitória do Crystal Palace frente ao Liverpool na Supertaça, que abriu a temporada, chegou o dia de se ficar a conhecer o vencedor do segundo troféu no futebol inglês. Arsenal e Manchester City, Mikel Arteta e Pep Guardiola. Os protagonistas conhecem-se como ninguém, até porque estão na luta pela Premier League, embora, nesse capítulo, os gunners estejam em vantagem, já que têm mais nove pontos (e um jogo) que os cityzens. De um lado, os londrinos procuravam voltar a conquistar um troféu, algo que não acontecia desde 2023, precisamente frente à equipa de Manchester, que estava em “seca” há mais de um ano.

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“Vai ser um dos momentos decisivos porque, no final de contas, trata-se de ganhar ou não o troféu. Esse é o fator mais importante quando se chega à final. Mas para lá chegar é preciso fazer muita coisa. Há muitos aspetos que a equipa demonstrou até agora, mas temos de provar esse ponto, isso é claro, e tem de ser dentro do relvado. Queremos chegar a Wembley na melhor forma possível, bem preparados e confiantes de que vamos conseguir [ganhar]. Gyökeres? Os jogadores têm de dar o seu melhor a este nível diariamente, mas quando chegam os momentos cruciais e os momentos de lutar por um troféu para o conquistar e trazer para casa, é aí que se precisa que os jogadores deem um passo em frente e façam a diferença, isso é evidente“, antecipou Arteta.

“Tenho a sensação de que, em muitos aspetos, estamos mesmo a um passo [do nosso auge]. Vamos dar o nosso melhor, mas tenho a sensação de que estamos perto. Noutros aspetos, precisamos de um pouco mais de tempo até que as pessoas percebam que precisamos de ser fortes em várias áreas, mas, na maioria dos casos, estamos perto. Talvez, tendo em conta o tipo de jogadores que temos, o que realmente precisamos é de ser consistentes durante 11 meses e nos jogos importantes. Chegámos a Wembley 22 vezes em dez anos. É uma honra e um grande desafio. Para a equipa, é um grande momento. Quando chegamos à final, seja qual for a competição, é sempre difícil. Arsenal? Eles controlam muitas coisas e aspetos do jogo. Ao longo de muitos anos, as vitórias dão esse impulso e vê-se solidariedade em todos os aspetos”, explicou Guardiola.

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No onze do Arsenal, Jurriën Timber não recuperou a tempo de ser titular, pelo que Mikel Arteta optou por colocar Ben White no lado direito da defesa, ao lado de William Saliba, Gabriel Magalhães e Piero Hincapié. No meio-campo surgiram Martín Zubimendi, Declan Rice e Kai Havertz, ao passo que, no ataque, Viktor Gyökeres foi a referência e contou com o apoio de Leandro Trossard e Bukayo Saka. Nas balizas, ambos os treinadores optaram por colocar os guarda-redes suplentes: Kepa Arrizabalaga e James Trafford. Pep Guardiola contou com uma baixa de peso para esta final, já que Rúben Dias está a contas com um problema muscular que também o deverá retirar da Seleção Nacional. Assim, Nathan Aké juntou-se a Abdukodir Khusanov, Matheus Nunes e Nico O’Reilly na defesa, com Rodri Hernández, Bernardo Silva e Rayan Cherki no meio-campo, e Antoine Semenyo, Jérémy Doku e Erling Haaland no ataque.

Os gunners tiveram uma entrada forte na partida e, logo a abrir, quase chegaram ao golo em três ocasiões, mas Trafford emergiu na baliza para travar o remate de Havertz, isolado, e as duas recargas de Saka (7′). Contudo, os sky blues acabaram por crescer e equilibraram o jogo, com a sua primeira oportunidade a sair de um cruzamento de Semenyo a que Haaland não chegou por muito pouco (20′). A fechar a primeira parte, o extremo ganês voltou a desequilibrar pela direita, ganhou a linha de fundo dentro da área e cruzou para o segundo poste, onde o norueguês voltou a aparecer, mas falhou o tempo de salto e o cabeceamento saiu por cima (45′).

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Na etapa complementar, o Man. City continuou a crescer e encostou os londrinos à sua área logo no arranque, mas o Arsenal mostrou-se firme a anular as incursões de Doku e Semenyo pelos corredores. Contudo, na sequência de um passe de Bernardo, Cherki cruzou junto à baliza, Kepa saltou mais alto completamente sozinho, mas não agarrou nem socou a bola e deixou-a à boca da sua baliza, onde O’Reilly apareceu a completar para o primeiro golo da tarde (60′). Pouco depois, os sky blues voltaram a desbloquear pela direita, Matheus combinou com Cherki e ganhou espaço para tirar o cruzamento para o segundo poste, onde o inglês de 21 anos apareceu a bisar, depois de ter ganhado a frente do lance a Saka (64′).

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Com o segundo golo apareceram as alterações de Mikel Arteta, que lançou Riccardo Calafiori e Noni Madueke nos lugares de Hincapié e Havertz, e a resposta saiu dos pés do italiano que, depois de um cabeceamento atrasado de Trossard, desferiu um remate cruzado que embateu em cheio no poste esquerdo da baliza de Trafford (78′). Para a ponta final, o Arsenal colocou a carne toda do assador, com Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli a renderem White e Trossard, mas voltou a esbarrar nos ferros, com o brasileiro a cabecear à trave depois de um cruzamento de Calafiori (88′). Na resposta, Doku ganhou espaço pelo meio e, à entrada da área, desferiu um remate rasteiro que saiu ao lado (90′). A primeira alteração de Pep Guardiola apareceu nos descontos, altura em que Phil Foden trocou com Cherki, mas o resultado estava consumado (0-2).

Feitas as contas, o Manchester City quebrou a invencibilidade do Arsenal, que perdurava desde 25 de janeiro, e conquistou a Taça da Liga inglesa pela nona vez, estando agora a apenas uma vitória de igualar o recordista Liverpool (dez). Por seu turno, Pep Guardiola continua totalmente vitorioso em finais da competição (cinco em cinco), tendo conquistado o seu 19.º troféu pelos cityzens. Em sentido inverso, os gunners continuam a ser o clube que mais perdeu uma final da Taça da Liga (sete), prova que não vence desde 1993.

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