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Curta portuguesa "Cão Sozinho" venceu Grande Prémio Vasco Granja/SPA do MONSTRA 2026

A curta de Marta Reis Andrade foi eleita pelo júri uma "fábula visualmente deslumbrante". Brasileiros e franceses levaram os prémios internacionais de destaque.

Agência Lusa
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A curta-metragem de animação portuguesa “Cão Sozinho”, realizada por Marta Reis Andrade, venceu este sábado o Grande Prémio Vasco Granja/SPA da 25.ª edição do Festival MONSTRA, numa cerimónia realizada no Cinema São Jorge, em Lisboa.

A curta brasileira “Safo”, de Rossana Urbes, levou o galardão para a melhor curta-metragem internacional, o Grande Prémio MONSTRA/UBBO, e a longa-metragem francesa “A Pequena Amélie ou a Personagem da Chuva”, de Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, foi distinguida com o Grande Prémio MONSTRA/RTP, anunciou a organização do Festival de Animação de Lisboa num comunicado.

O Prémio do Público da Competição de Curtas-Metragens foi para “Alimentar, Lavar & Amar”, de Veronika Pasterná Szemlová (Chéquia).

O júri do Grande Prémio Vasco Granja/SPA, composto por Anete Melece, José Manuel Costa e Marcel Jean, escolheu como vencedora a curta portuguesa “Cão Sozinho”, de Marta Reis Andrade, por ser “uma fábula visualmente deslumbrante e profundamente vibrante, que mostra a dor da solidão e uma sugestão de secretismo e mistério que levam o espetador em direção à reconexão”.

O filme recebeu também o Prémio Melhor Curta Portuguesa, na Competição de Curtas-Metragens, indicou a organização da MONSTRA.

Na mesma categoria, foi atribuído a “Sombras de Nós Próprios”, de Pedro Serrazina, o Prémio Especial do Júri, que o descreveu como “uma obra que aprofunda temas de introspeção e alteridade, através de uma abordagem visual marcadamente expressiva”.

Ao atribuir a “Safo”, de Rossana Urbes, o Grande Prémio MONSTRA/UBBO para a melhor curta-metragem internacional, o júri — composto por Aneta Zagórska, Michèle Lemieux, Rita Maria, Rui Alves de Sousa e Vladimir Leschiov — foi unânime, considerando que “o filme combina poesia com várias abordagens artísticas em torno de um tema comum: a eternidade da arte”.

“Graças aos seus admiradores, ‘Safo’ viverá para sempre, e agora será também eternizada numa bela peça de animação”, afirmou.

A longa-metragem francesa “A Pequena Amélie ou a Personagem da Chuva”, realizada por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, arrecadou o Grande Prémio MONSTRA | RTP, justificado pelo júri – composto por Julia Peguet, Maria Trigo Teixeira, Mohamed Ghazala e Pierre Yves Drapeau – por ser um filme que “devolve a magia de ver o mundo pela primeira vez, através da perspetiva fresca e direta de uma criança, onde a realidade se revela com formas simples de luz e chuva”.

“Com um controlo preciso do ritmo e das imagens, proporciona uma experiência cinematográfica clara e poderosa. A empatia é um dom que reside na nossa humanidade”, concluiu o painel de jurados desta competição.

Este filme foi também a obra mais votada pelo público na categoria de longas-metragens, referiu a MONSTRA no comunicado.

“Decorado”, de Alberto Vázquez, uma coprodução entre Espanha e a produtora portuguesa Sardinha em Lata, sobre Arnold, um rato de meia-idade que está a passar por uma crise existencial, recebeu o Prémio Especial do Júri.

Na nova categoria do festival, dedicada às médias-metragens, o Grande Prémio MONSTRA/FILMIN foi atribuido ex-aequo a dois filmes: “Inverno em Março”, de Natalia Mirzoyan, uma coprodução de Estónia, Arménia, França e Bélgica, e “Ouvido de Cão”, do húngaro Péter Vácz.

Na categoria de curtíssimas, dedicada a filmes com menos de dois minutos, os vencedores foram “Jogo do Telefone”, de Laura Boráros (Chéquia), que recebeu o Grande Prémio MONSTRA/FNAC, e “Beak Quiet”, de Gonçalo Dias, o galardão para Melhor Curtíssima Portuguesa.

Na Competição Curtas-Metragens de Estudantes, a curta “Eu e Tu e o Fumo”, da realizadora britânica Rachel Shiloach, recebeu o Grande Prémio MONSTRA, ao passo que “Entre Pelos”, de Feno Dias, Theo Quinhones e Lucas Serra, recebeu o Prémio Melhor Curta-Metragem de Estudantes Portuguesa.

O Grande Prémio MONSTRA Júri Júnior, atribuído por um júri composto unicamente por jovens estudantes, foi entregue ao filme sul-coreano “Amor de Esporos”, de Kim Seungyean e Park Jeesun.

Por fim, o Grande Prémio MONSTRINHA/Electrão distinguiu o filme francês “A Ursa e o Pássaro”, de Marie Caudry.

A 25.ª edição do MONSTRA — Festival de Animação de Lisboa, que programou mais de 490 filmes, exibidos nas salas lisboetas Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Cinema City Alvalade, começou a 12 de março e termina no domingo, 22 de março.