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Míssil iraniano atinge cidade israelita de Arad e faz pelo menos 71 feridos

Tropas israelitas falaram num "impacto direto" e disseram que as suas defesas não conseguiram intercetar os mísseis iranianos que atingiram as cidades de Arad e Dimona.

Agência Lusa
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Um míssil balístico iraniano atingiu este sábado a cidade israelita de Arad, causando pelo menos 71 feridos, dez dos quais em estado grave, segundo um balanço provisório dos serviços de emergência.

O exército israelita falou num “impacto direto” e disse que as suas defesas não conseguiram intercetar mísseis que atingiram as cidades de Arad e, horas antes, Dimona, ambas no sul do pais. “A guerra não está perto de acabar”, disse o chefe do exército de Israel, Eyal Zamir.

De acordo com os primeiros relatórios, no ataque a Arad, o míssil atingiu o centro da cidade e vários edifícios residenciais. “Três edifícios foram diretamente atingidos e são reportados danos estruturais graves. Um incêndio declarou-se no andar de uma das estruturas”, segundo os bombeiros da região sul do país.

Horas antes o Magen David Adom anunciou ter assistido 39 pessoas feridas com estilhaços num ataque de mísseis iraniano a Dimona, no sul de Israel.

A televisão estatal iraniana classificou este ataque à cidade israelita, onde existe um centro de investigação nuclear, como “uma resposta” ao ataque de Israel ao complexo nuclear iraniano de Natanz.

A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear do Neguev Shimon Peres, uma instalação dedicada a pesquisa que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.

A Organização de Energia Atómica do Irão tinha anteriormente indicado que o complexo iraniano de enriquecimento de combustível de Natanz tinha sido alvo de ataque este sábado de manhã, precisando que “nenhuma fuga de material radioativo tinha sido identificada” na zona.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases militares norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.