“RePlantar Leiria” é o nome do projeto lançado pela Câmara Municipal de Leiria, por ocasião do Dia Mundial da Árvore que se celebra este sábado, para recuperar o conjunto de territórios afetados pela depressão Kristin, que atingiu o concelho no final de janeiro. O projeto convida cidadãos e empresas a apadrinhar as novas árvores que vão ser plantadas.
Este novo programa insere-se no “ReErguer Leiria”, um projeto abrange três objetivos principais: “mobilizar a comunidade”, “reforçar o que foi afetado” pela tempestade e “preparar o futuro”. Surge, agora, uma nova vertente de reflorestamento rural e urbano, sob o mote “O vento levou árvores, Leiria planta o futuro”.
Com 7.615 hectares lesados pela tempestade, o grau de afetação da área vegetal do concelho está na ordem dos 27,1%, com danos significativos na infraestrutura verde pública. Sob a orientação do arquiteto paisagista Paulo Farinha Marques, a Câmara prevê recuperar o Jardim Luís de Camões, a Villa Portela, o Parque do Avião e o espaço arborizado do Castelo de Leiria.
O Plano Municipal de Arborização e Reabilitação Paisagística compreende uma implementação dividida em duas fases: a primeira, com objetivos a curto prazo, deve integrar “ações expeditas de arborização urbana no âmbito da mitigação dos efeitos da tempestade com atuação prioritária em zonas críticas ou fragilizadas”, refere o documento.
A segunda fase prevê um planeamento estratégico, através do “desenvolvimento de um Plano Municipal de Arborização, à escala urbana, garantindo coerência estratégica, técnica e ambiental, e estabelecendo um manual de princípios orientadores para futuras intervenções”.
Entre as medidas previstas está uma iniciativa de apadrinhamento de árvores por cidadãos, escolas, empresas e outras instituições, também convidados a plantar árvores nos espaços públicos do concelho.