(c) 2023 am|dev

(A) :: André Ventura exorta conservadores, na Hungria, a "fazer da Europa novamente grande"

André Ventura exorta conservadores, na Hungria, a "fazer da Europa novamente grande"

André Ventura, no discurso feito num congresso de conservadores na Hungria, diz que "Bruxelas não é a luz da liberdade, neste momento, é o símbolo da censura e da ditadura".

Edgar Caetano
text

Queremos fazer da Europa novamente grande“, afirmou André Ventura, líder do partido Chega, num congresso que reúne conservadores na Hungria. No CPAC Hungary 2026, o deputado inspirou-se no lema usado pelo movimento político liderado por Donald Trump (o Make America Great Again, ou Fazer dos EUA Novamente Grandes) para exortar a audiência internacional a lutar “contra a esquerda” e, também, contra Bruxelas, que “neste momento não é a luz da liberdade, neste momento, é o símbolo da censura e da ditadura”.

André Ventura, que discursou em inglês durante longos minutos, garantiu que quem o ouvia “não deve ter dúvidas: vamos vencer, a esquerda não irá prevalecer, a direita irá prevalecer, os conservadores vão prevalecer” na Europa. O discurso foi feito na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) de Budapeste.

As principais críticas do líder do Chega visaram os poderes de Bruxelas, isto é, da Comissão Europeia, liderada por Ursula Von der Leyen. “Quando construímos a Europa não foi a pensar que um dia iriam querer limitar a nossa liberdade de expressão”, afirmou Ventura, que considera que a regra na Europa, ultimamente, é “se não pensarem como nós, cortamos-vos o financiamento – e a Hungria tem sofrido isso na pele”.

“Se tivermos de escolher entre o dinheiro de Bruxelas e os nossos valores, a nossa consciência, a nossa liberdade, iremos lutar e derrotar Ursula Von Der Leyen”, afirmou Ventura.

Elogiando Viktor Orbán por ser, na sua opinião, “um símbolo de resistência, defendendo a liberdade na Europa”, o líder do Chega salientou as propostas recentes da Comissão Europeia sobre o controlo das redes sociais e da Internet. “Querem limitar a nossa liberdade nas redes sociais, a nossa liberdade de expressão”, acusou o deputado português.

Falando sobre Portugal, Ventura salientou que o Chega é “o segundo maior partido em Portugal, algo que seria impossível há 15 anos” e teve “33% na última eleição presidencial”.

No parlamento português conseguimos algo que é importante para o futuro da Europa. Propusemos banir a burka, a esquerda esforçou-se o mais possível [para combater isso] mas conseguimos vencer. Se as pessoas vêm para a Europa têm de respeitar os nossos valores, a forma como vivemos.

“A Europa é um continente cristão, e será sempre um continente cristão”, garantiu, notando que Portugal “não pode receber mais imigrantes ilegais, deixar entrar no país pessoas que nem sequer sabe quem são”.

André Ventura salientou, também, que “ontem mesmo, o parlamento português aprovou que as crianças não podem mudar de sexo e género de forma livre, porque são crianças e a esquerda está a atacar as nossas crianças”.

https://observador.pt/especiais/direita-revoga-regime-sobre-identidade-de-genero-o-que-pode-mudar-e-o-que-preve-cada-projeto/

A CPAC realiza-se pela quinta vez em Budapeste, desta feita com quase 700 participantes de 51 países, entre os quais o Presidente argentino, Javier Milei, e o presidente do partido de extrema direita espanhol Vox, Santiago Abascal.

Entre os participantes contam-se ainda a líder do partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, entre outras centenas de políticos e ativistas. Além do presidente do Chega, André Ventura, participa Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, a cumprir pena de prisão.