Primeiro contra quarto, mas com implicações no segundo. Esta era a tónica que melhor descrevia o FC Porto-Benfica deste sábado, que era o último clássico ou dérbi da fase regular do Campeonato Nacional de basquetebol. Os dragões chegaram ao Dragão Arena a viver uma fase positiva, com sete vitórias e uma derrota nos últimos oito jogos. Ainda assim, a equipa de Fernando Sá estava no quarto lugar a um ponto da Ovarense e a dois do Sporting, pelo que precisava de vencer para continuar na luta pela vice-liderança. Por outro lado, as águias davam um passo importante rumo ao primeiro lugar desta primeira fase em caso de vitória, já que tinham mais dois pontos que os leões. Nos outros dois clássicos da temporada, o Benfica venceu por margens consideráveis (109-80 em casa e 91-65 na Supertaça).
https://observador.pt/2025/12/21/um-classico-para-a-historia-mas-sem-historia-benfica-vence-fc-porto-e-conquista-supertaca-de-basquetebol-o-dobro-dos-dragoes/
“A importância deste jogo é máxima. Acima de tudo, é um clássico e sabemos que estes jogos não são iguais aos outros, com todo o respeito pelas outras equipas. Queremos ficar cada vez mais perto do topo da tabela, mas sabemos da dificuldade que é ficar em primeiro. É passo a passo e jogo a jogo até ao fim da fase regular. Em nossa casa somos nós que temos de ditar o ritmo do jogo e a intensidade com que queremos jogar. Sabemos o adversário que vamos ter pela frente e conhecemos o Benfica muito bem, pois defrontámo-los várias vezes nos últimos anos, mas também sabemos aquilo de que somos capazes. É muito importante jogar com o coração, mas também com a cabeça”, perspetivou Miguel Maria.
“Penso que os vamos encontrar num bom momento. No último jogo marcaram muitos pontos e jogaram com um ritmo alto. Jogam em casa, onde têm sempre o apoio dos adeptos, portanto, vai ser um ambiente de apoio à outra equipa, e sabemos que têm uma equipa com muita qualidade. Tirando isso, não preparamos estes jogos de maneira diferente, digamos assim. Temos de saber que vamos jogar com uma equipa que vai dar tudo para ganhar, tal como nós. Vai ser um jogo muito intenso. É muito importante comunicarmos bem a defender, estarmos todos na mesma página e não fugir muito daquilo que é a nossa filosofia de jogo”, disse Norberto Alves.
https://twitter.com/FCPorto/status/2035300384487727594?s=20
O FC Porto começou o clássico com Wes Washpun, Jhonathan Dunn, Cornelius Hudson, Miguel Queiroz e Robbie Beran, ao passo que o Benfica optou por Geno Crandall, Aaron Broussard, Eduardo Francisco, Ben Romdhane e Temidayo Yussuf. O jogo começou equilibrado, com os dragões a liderarem até ao 5-4, fase em que as águias, que cometeram três faltas em 1.39 minutos, passaram a frente em definitivo, fechando o primeiro quarto com um confortável 13-20 fruto do maior acerto nos lançamentos junto ao cesto. No segundo quarto os papéis inverteram-se, os portistas empataram a meio (22-22), mas os encarnados conseguiram segurar a vantagem ao intervalo, fruto de um parcial de 0-10 no fim (34-38).
Na segunda parte, Corey Allen atirou o FC Porto para a frente (39-38), mas o equilíbrio persistiu e a diferença à entrada para os últimos dez minutos era de apenas um ponto (56-55). Os dragões entraram fortes no quarto quarto e conseguiram dois triplos seguidos por Vladyslav Voytso e Dunn, o que levou Norberto Alves a parar o jogo a 8.25 minutos do fim (65-58). Ainda assim, o base norte-americano continuou em grande plano e marcou novo triplo logo a seguir, aproveitando a falta de reação dos encarnados (69-60). Pouco depois, Jhonathan Dunn fez mais um triplo, sofreu falta e, na conversão do lance livre, consumou a jogada de quatro pontos e chegou aos 13 pontos na partida em apenas quatro lançamentos (76-64). Com o jogo sentenciado, Temidayo Yussuf ainda foi excluído, ante de Miguel Maria fechar as contas (88-72). O MVP foi Corey Allen-Williams, com 17 pontos, quatro ressaltos e duas assistências.
https://twitter.com/FCPorto/status/2035402449280704553?s=20