Siga aqui o liveblog que acompanha a atualidade internacional
“Eu não quero um cessar-fogo. Não se quer um cessar-fogo quando se está literalmente a obliterar o outro lado”. Foi desta forma conclusiva que Donald Trump recusou, esta sexta-feira, colocar um fim à guerra com o Irão pela via diplomática, em declarações aos jornalistas à saída da Casa Branca. Horas mais tarde, o Presidente norte-americano recorreu à Truth Social para explicar que a guerra poderá realmente estar a chegar ao fim, mas por outra via.
“Estamos muito próximos de alcançar os nossos objetivos e estamos a considerar abrandar os nossos grandes esforços militares”, escreveu Trump, numa publicação em que elencou os cinco objetivos que disse estarem a ser cumpridos. São eles: a “degradação completa” da capacidade militar do Irão, a destruição das infraestruturas industriais, a eliminação da Marinha e da Força Aérea, o bloqueio de uma arma nuclear e a proteção dos aliados na região.
Antes, os jornalistas tinham questionado o Presidente se Israel iria concordar com os Estados Unidos sobre o momento certo para colocar um ponto final na guerra. “Penso que sim. Nós queremos, mais ou menos, coisas semelhantes. Queremos os dois a vitória e é isso que nós temos”, respondeu, classificando a relação entre Washington e Telavive como “muito boa”.
Apesar das aparentes certezas sobre a vitória norte-americana na guerra e sobre o seu fim, a questão do estreito de Ormuz continua a agitar a posição de Trump, numa semana em que oscilou entre precisar ou não da ajuda dos aliados para pôr fim ao bloqueio iraniano. “É uma manobra militar simples, mas é precisa muita ajuda, uma vez que são precisos navios. E a NATO podia ajudar-nos, mas não tiveram a coragem de o fazer”, explicou, horas depois de ter acusado os aliados de serem “cobardes”.
https://observador.pt/2026/03/16/trump-pressiona-aliados-e-china-para-ajudarem-a-reabrir-o-estreito-de-hormuz-nato-tera-futuro-muito-mau-se-falhar-ajuda/
“Agora que esta guerra foi GANHA militarmente, com muito pouco risco para eles, queixam-se dos elevados preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas recusam-se a ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma simples manobra militar que é a única razão para esses preços elevados do petróleo. Seria tão fácil para eles fazê-lo, com tão pouco risco”, tinha escrito numa primeira publicação na Truth Social durante a manhã desta sexta-feira.
Porém, ainda antes do dia acabar, Trump desvalorizou a necessidade de os EUA entrarem em ação para desbloquear a passagem. “O estreito de Ormuz tem de ser guardado e policiado, tal como é necessário, pelas outras nações que o utilizam — Os Estados Unidos não utilizam! Se nos for pedido, vamos ajudar estes países nos seus esforços de Ormuz, mas não deve ser necessário quando a ameaça do Irão for erradicada”, pode ler-se na segunda publicação.