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(A) :: Álvaro Santos Pereira justifica acordo com Mário Centeno revelando que poupa 2,2 milhões de euros ao Banco de Portugal

Álvaro Santos Pereira justifica acordo com Mário Centeno revelando que poupa 2,2 milhões de euros ao Banco de Portugal

Governador do Banco de Portugal garante que “não há um cêntimo de dinheiro dos contribuintes pago” a Centeno. Mensalidade de 10 mil euros provém de fundo de pensões do próprio banco, explica.

Miguel Pereira Santos
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Álvaro Santos Pereira disse que o Banco de Portugal vai poupar 2,2 milhões de euros com a reforma antecipada de Mário Centeno. O Banco de Portugal ia ter “encargos muito avultados” se Centeno se mantivesse no cargo de consultor de administração até aos 70 anos, como tinha direito. “O que estamos a fazer é serviços público, uma gestão prudente dos recursos do Banco”, defende o Governador do BdP.

Santos Pereira disse que na pensão que o antigo ministro das Finanças recebe “não há um cêntimo de dinheiro dos contribuintes que é pago”, porque esta verba tem como origem um fundo de pensões do próprio banco, que é fechado para os trabalhadores do BdP.

O Governador explicou que o Banco de Portugal está a tentar acabar “o mais brevemente possível” com o cargo de consultores de administração, ocupado por Centeno desde que não foi reconduzido à frente da instituição. Dessa forma, assim como existiram conversações para um acordo mútuo com Centeno, estão a ocorrer negociações com outras pessoas nesse cargo.

Santos Pereira rejeitou qualquer tratamento especial ao antigo ministro das Finanças, lembrando a poupança que o acordo de pré-reforma trouxe ao BdP. Além disso, revelou que há um outro ex-Governador do banco que também teve direito a um acordo de reforma nos moldes de Centeno e até num “valor superior” ao que este celebrou.

Santos Pereira não quis confirmar se a pensão mensal de Mário Centeno tem um valor mensal de 10 mil euros, mas disponibilizou-se a dar esses esclarecimentos ao Parlamento caso assim seja requerido ao BdP. Nas suas funções como “consultor da administração”, o antigo ministro dos Governos de António Costa recebia um salário de 15 mil euros. Desta forma, o acordo poupará cinco mil euros mensais ao banco, tendo em conta apenas as condições salariais do contrato de Centeno.