Álvaro Santos Pereira disse que o Banco de Portugal vai poupar 2,2 milhões de euros com a reforma antecipada de Mário Centeno. O Banco de Portugal ia ter “encargos muito avultados” se Centeno se mantivesse no cargo de consultor de administração até aos 70 anos, como tinha direito. “O que estamos a fazer é serviços público, uma gestão prudente dos recursos do Banco”, defende o Governador do BdP.
Santos Pereira disse que na pensão que o antigo ministro das Finanças recebe “não há um cêntimo de dinheiro dos contribuintes que é pago”, porque esta verba tem como origem um fundo de pensões do próprio banco, que é fechado para os trabalhadores do BdP.
O Governador explicou que o Banco de Portugal está a tentar acabar “o mais brevemente possível” com o cargo de consultores de administração, ocupado por Centeno desde que não foi reconduzido à frente da instituição. Dessa forma, assim como existiram conversações para um acordo mútuo com Centeno, estão a ocorrer negociações com outras pessoas nesse cargo.
Santos Pereira rejeitou qualquer tratamento especial ao antigo ministro das Finanças, lembrando a poupança que o acordo de pré-reforma trouxe ao BdP. Além disso, revelou que há um outro ex-Governador do banco que também teve direito a um acordo de reforma nos moldes de Centeno e até num “valor superior” ao que este celebrou.
Santos Pereira não quis confirmar se a pensão mensal de Mário Centeno tem um valor mensal de 10 mil euros, mas disponibilizou-se a dar esses esclarecimentos ao Parlamento caso assim seja requerido ao BdP. Nas suas funções como “consultor da administração”, o antigo ministro dos Governos de António Costa recebia um salário de 15 mil euros. Desta forma, o acordo poupará cinco mil euros mensais ao banco, tendo em conta apenas as condições salariais do contrato de Centeno.