O julgamento do processo Operação Marquês vai ter intensidade máxima até ao final do ano, com o coletivo presidido pela juíza Susana Seca a agendar mais 46 sessões entre setembro e dezembro.
Com o ritmo do julgamento a ser marcado nestes primeiros meses do ano por várias interrupções nos trabalhos, sobretudo decorrentes das renúncias e da constituição de novos mandatários para a defesa do ex-primeiro-ministro José Sócrates, a magistrada mantém a calendarização de três sessões por semana, apenas com exceção das pausas para férias judiciais (Páscoa, verão e Natal/ano novo).
Assim, de acordo com o despacho a que o Observador teve acesso, estão programadas 14 sessões para setembro (dias 1, 2, 3, 8, 9, 10, 15, 16, 17, 22, 23, 24, 29 e 30), 13 para outubro (1, 6, 7, 8, 13, 14, 15, 20, 21, 22, 27, 28 e 29), 12 para novembro (3, 4, 5, 10, 11, 12, 17, 18, 19, 24, 25 e 26) e 7 para dezembro (2, 3, 9, 10, 15, 16 e 17), num total de 46 dias de julgamento nos últimos quatro meses do ano.
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O julgamento ultrapassou já a marca dos 50 dias de audiência e tem sessões marcadas até 15 de julho, iniciando-se de seguida as férias judiciais do período de verão.
A próxima sessão tem lugar esta terça-feira, a partir das 9h30 no Juízo Central Criminal de Lisboa, com a continuação da reprodução das gravações do arguido José Sócrates nas fases de inquérito e de instrução. Serão igualmente reproduzidas em tribunal as declarações dos restantes arguidos nessas fases processuais, bem como de testemunhas entretanto falecidas, numa matéria que deve ocupar todo o mês de abril e prolongar-se pelo início de maio.