Um cão a escavar num quintal costuma ser motivo de desagrado dos donos. Para Paul Phillips, foi motivo de interesse. Este homem acredita que o seu labrador, Stanley, encontrou a prova de um crime cometido há cerca de 160 anos, na época vitoriana, na freguesia de Clyst Honiton, em Devon, no Reino Unido, noticiou o portal local Devon Live.
Stanley ia para a mesma zona do jardim escavar sempre no mesmo local, mesmo com as repetidas reparações feitas pelo dono. A teimosia do labrador tinha um motivo: uma garrafa debaixo da relva. O que a família inicialmente pensava ser um cano, já há muito que o faro de Stanley tinha percebido que não era. Num dos dias em que Paul foi reparar os danos mais uma vez provocados por Stanley, o dono finalmente percebeu o motivo que intrigava o seu companheiro de quatro patas.
“Não deve ser bebido”, lê-se numa gravação impressa na garrafa que o cão desenterrou. Phillips está convicto de que Stanley encontrou mais do que apenas uma garrafa azul de vidro — crê mesmo que o labrador desenterrou a prova de um crime de envenenamento cometido na década de 1860, sobre o qual já tinha lido um artigo de jornal. “Achei que era realmente interessante e bonita quando a limpei e me lembrei de algo sobre o homicídio”, afirmou Phillips ao portal de notícias.
A responsável pelo crime foi Mary Ann Ashford, que envenenou o seu marido, William Ashford, com arsénico, a fim de conseguir a sua herança e começar uma nova vida com um homem 22 anos mais novo que ela, com quem Mary tinha um caso. Os Ashford terão vivido num terreno vizinho daquele onde os Phillips vivem. Como castigo pelo que fez ao marido, Mary Ann acabou por ser enforcada.
“Pesquisei na internet e surgiu Clyst Honiton e o enforcamento de Mary Ann. Não sei dizer por que razão foi enterrada aqui e uma garrafa como esta teria sido muito útil para várias coisas diferentes, mas que motivo teriam para a enterrar? Poderia ter sido a garrafa que ela usou”, revelou.
Paul Phillips acredita que esta poderá ser a prova do crime, uma vez que acredita que a sua família vive “ao lado da propriedade onde residiam William e Mary Ann Ashford em 1865”. A isto junta-se ainda o facto de o rapaz com quem Mary Ann mantinha um caso “trabalhar na padaria local” e antigamente “haver uma no fim da rua, em frente à propriedade”.