O Governo volta a descer a taxa do imposto petrolífero sobre os combustíveis, travando mais um aumento expressivo dos preços antes de impostos.
Mesmo com o desconto fiscal, o gasóleo deverá subir 12 cêntimos por litro, ultrapassando os dois euros. A gasolina deverá aumentar 7,4 cêntimos por litro. Estes valores incorporam já o efeito do travão fiscal que será de 3,2 cêntimos por litro no gasóleo e de 1,7 cêntimos por litro na gasolina. Será a terceira semana consecutiva de aumentos expressivos, sobretudo no gasóleo que terá uma subida acumulada de 40 cêntimos por litro a partir da próxima segunda-feira e a terceira descida extraordinária e temporária do imposto desde que começou o conflito com o Irão que está a afetar seriamente a saída de petróleo e combustíveis pelo Estreito de Ormuz.
Em comunicado enviado esta sexta-feira, o Ministério das Finanças indica que sem a redução do imposto, o gasóleo subiria 15,5 cêntimos por litro e a gasolina teria um agravamento de 9,1 cêntimos na próxima semana.
Aplicando o mecanismo de devolução dos ganhos que arrecada com o aumento dos combustíveis (via IVA), o Governo baixa o imposto petrolífero em 2,6 cêntimos no gasóleo e em 1,4 cêntimos na gasolina. O efeito travão desta descida é ampliado pelo IVA, chegando aos 3,2 cêntimos por litro no diesel e aos 1,7 cêntimos por litro no gasóleo.
Com estes novos apoios, o Ministério das Finanças aponta para uma poupança acumulada de 9,4 cêntimos por litro no gasóleo e de 5,1 cêntimos na gasolina. Esta redução acumulada no imposto petrolífero corresponde ao ganho que o Estado teria no IVA e não implica qualquer perda de receita fiscal.