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Câmara ataca Leitão e sentencia: "O PS revela uma vez mais que desistiu dos lisboetas"

Executivo de Lisboa acusa socialista de fazer "comentário vergonhoso" e "desrespeitar lisboetas". Garantem que Laplaine não estava limitado a 10 anos como secretário-geral da Câmara.

Miguel Pereira Santos
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O executivo da Câmara Municipal de Lisboa (CML) considera que Alexandra Leitão revela um “desconhecimento preocupante” de cidade e respetivos órgãos autárquicos e um “desrespeito gritante pelos lisboetas” ao denunciar que Alberto Laplaine Guimarães ocupa ilegalmente o cargo de Secretário-geral da CML desde 2024. Justificam que tal não se verifica porque este não foi nomeado para o lugar após um procedimento concursal ou em comissão serviço.

“É vergonhoso que este comentário venha do PS, que foi pai e criador da função de secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa (CML). O PS governou a CML durante 14 anos. Em nenhum momento suscitou qualquer questão e nunca viu qualquer problema relacionado com o cargo de secretário-geral. Agora, sabendo da existência de uma investigação judicial, tenta apresentar-se como o arauto da pureza”, acusa fonte oficial da autarquia, numa nota enviada ao Observador.

A autarquia lembra que a decisão de criar a Secretaria-Geral e o respetivo cargo  foi de António Costa, em 2011. Depois, acrescenta que o cargo foi mantido por Fernando Medina até 2021, “através de um regime em que não se aplica a Lei n.º 49/2012 de 29 de agosto” — a legislação evocada pela vereadora do PS para alegar que Laplaine tinha sido mantido ilegalmente no cargo por Moedas.

“As palavras da vereadora Alexandra Leitão nas últimas horas confirmam o seu profundo e total desconhecimento em relação a tudo”, continua a mesma fonte oficial. A autarquia explica ainda que o limite máximo de 10 anos consecutivos não se aplicam a todos os diretores municipais. “Só existem limites temporais (de cinco + cinco anos) para quem tenha sido nomeado após um procedimento concursal ou em comissão serviço. Não é o caso em concreto, como a vereadora Alexandra Leitão saberia se tivesse tido o cuidado de se informar.”

Em reação, a esta justificação do presidente da Câmara para a permanência de Laplaine, a vereadora municipal volta a vincar que “ninguém se pode perpetuar” num cargo. “O que Moedas admite é que manteve um dirigente máximo de um serviço sem concurso e sem comissão de serviço, por mais de 10 anos. É caso para perguntar: queria tanto que o Secretário Geral se mantivesse?”, escreveu nas redes sociais, criticando aquilo que considera ser mais “opacidade“.

Depois de a socialista ter criticado Moedas por “não ter dado explicações a dar aos lisboetas” sobre esta caso, o executivo da autarquia pede mais responsabilidade à oposição. “Os lisboetas merecem uma oposição mais responsável, mais conhecedora dos temas e socialmente responsável. Infelizmente, o PS revela uma vez mais que desistiu dos lisboetas e da cidade”, concluiu fonte oficial.

https://observador.pt/2026/03/20/alexandra-leitao-denuncia-que-laplaine-ocupa-ilegalmente-cargo-na-camara-de-lisboa-desde-2024/