O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o Plano Nacional para Centro de Dados, com 15 medidas, anunciou António Leitão Amaro, ministro da Presidência na conferência após a reunião.
Entre as medidas destacadas — não enunciou todas — está o papel de coordenação atribuído à AICEP, a aprovação de zonas pré-instaladas com licenciamento pré-aprovado e infraestruturação e garantir um regime de licenciamento rápido.
Segundo Leitão Amaro, “Portugal tem condições únicas de acesso a energia renovável, estável, segura e mais barata, ligações internacionais com cabos submarinos, tem capacidade própria para poder ser uma grande potência de centros de dados”.
Mas, acrescentou, “não queremos ser um parque de data center por si. Valerá a pena maximizar vantagens estratégicas e associar indústria, serviços digitais, inovação e ciência. Além disso mitigar custos ambientais, controlando fatura energética, consumo água e utilização solos”. Para isso, concluiu, “é preciso um plano e aproveitar a oportunidade”.
O ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, já tinha indicado que estava em preparação um plano para os centros de dados, para ser “o guia estratégico para acelerar este setor em Portugal”.