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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, admitiu hoje que não existe um calendário definido para o fim das operações militares norte-americanas no Irão, cabendo ao Presidente decidir quando os objetivos forem alcançados.
Em conferência de imprensa, Hegseth sublinhou que a intervenção militar, lançada em 28 de fevereiro, decorre “dentro do planeado” e rejeitou a ideia de um prazo fixo para a sua conclusão.
“Não queremos estabelecer um calendário específico para isso”, disse, acrescentando que a decisão final sobre o término das operações caberá ao Presidente norte-americano, Donald Trump.
O responsável procurou também responder às críticas sobre a ausência de uma estratégia clara, garantindo que os objetivos permanecem inalterados, centrados na destruição de lançadores de mísseis, da base industrial de defesa e da Marinha iraniana, bem como em impedir Teerão de obter uma arma nuclear.
Segundo Hegseth, os ataques iranianos com mísseis balísticos e drones contra forças norte-americanas diminuíram cerca de 90% desde o início do conflito.
O secretário da Defesa afirmou ainda que as forças dos Estados Unidos danificaram ou afundaram pelo menos 120 navios de guerra iranianos, acrescentando que a frota de superfície do Irão é “inexistente” e que os seus submarinos foram “destruídos”.
De acordo com o chefe do Pentágono, os EUA já atingiram mais de sete mil alvos no Irão, e hoje deverá ocorrer o maior ataque desde o início da ofensiva.
Hegseth acusou ainda os meios de comunicação social de transmitirem a ideia de uma guerra prolongada sem fim, considerando que “nada poderia estar mais longe da verdade”.
Dirigindo-se diretamente ao público norte-americano, o secretário da Defesa afirmou que a campanha militar está a ser conduzida de forma “metódica, implacável e esmagadora”.
O secretário de Defesa classificou o regime iraniano como uma ameaça global, sustentando que a sua persistência nas ambições nucleares constitui um risco direto para os Estados Unidos e para os aliados.
Hegseth apelou também a um reconhecimento internacional da ação norte-americana, defendendo que “o mundo, o Médio Oriente, os aliados europeus e setores da imprensa” deveriam agradecer ao Presidente Donald Trump.
EUA e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz além de ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.